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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Algumas Dúvidas sobre o Jargão do Mercado Financeiro

Países Emergentes: São países que têm grande potencial de crescimento econômico, mas sujeitos à instabilidade. A maioria, entre os quais o Brasil, é muito dependente de capital estrangeiro para financiar o desenvolvimento. Por isso, precisa manter o juro alto, para que os investidores aceitem correr o risco de aplicar o dinheiro nas suas economias.

Mercado Global: Os avanços da tecnologia tornaram extremamente rápida a comunicação entre países. É muito mais fácil e rápido aplicar em vários países ao mesmo tempo. Quando um país eleva as taxas de juros os investidores resgatam o dinheiro aplicado nos demais países( tanto nas bolsas quanto em títulos) para aproveitar a oportunidade.

Bolsa de Valores: São instituições em que se negociam títulos e ações de empresas. Os negócios em bolsa de valores não podem ser feitos diretamente. As operações são realizadas por corretoras credenciadas, que atuam como intermediárias. Os fundos de investimentos e clubes de ações são aplicações que tornam as bolsas de valores acessíveis aos pequenos investidores. A lógica para ganhar investindo em bolsa é comprar ações quando os preços estão em baixa e vender quando os preços estão em alta.

Fuga de Capitais: Para aplicar no Brasil, os investidores precisam trocar seus dólares por reais (a moeda aceita no país). Nessa situação, a procura pela moeda local aumenta e sua cotação sobe. Se os investidores percebem o aumento o risco e a queda nos lucros o dinheiro começa a fazer caminho inverso. Os estrangeiros começam a trocar seus reais por dólares para sair do país. Se a saída é muito forte o país não tem reservas de dólares suficientes, o governo é obrigado a desvalorizar a moeda local.


Ações e Bolsas de Valores

Ação é um documento que indica que seu proprietário possui certa fração de uma empresa.Por exemplo, quem possui 20% de ações de uma empresa é um sócio que possui 20% de patrimônio dela e que deve receber 20% dos lucros ou prejuízo.

As ações são negociadas na Bolsa de Valores.Quando a empresa é sólida e dá lucros, sobem os valores das ações: Todos querem comprá-las.(Vale lei da oferta e procura).

Bolsa em Alta: significa credibilidade  do país, mais compradores do que vendedores de ações.

Bolsa em Baixa: significa credibilidade em baixa, mais gente colocou ações para vender do que apareceram compradores.

Risco País: significa o risco do país quebra e não ter dinheiro para pagar suas contas. Bolsa em baixa aumenta risco país ( Bolsa em alta, diminui risco país).



Crise de 1.929 nos EUA


No final da 1ª Guerra Mundial os EUA era o país que mais tinha dinheiro para receber, era o mais vendedor, comprador de matérias primas; a maior parte do ouro mundial estava no seu país.Além de 60% do comércio mundial passava por seu país.

No país tudo era euforia, o céu parecia o limite, as bolsas de valores negociavam valores astronômicos.

O país era um defensor do liberalismo econômico.Em 1.929 o país começa entrar em colapso, pois havia produzido demais.Sobrou produtos, empresas pararam de produzir, demitem, param de comprar matérias – primas e a crise atinge países envolvidos no Plantation.

Esses países passam por crise econômica e política e nesse contexto entra em alguns países latinos o Populismo.

Em 1.993 o presidente “Roosewelth” assume para acabar com o liberalismo econômico e baseado na “teoria do Economista”.

“Antiliberal Keines” adota o intervencionismo, retira investimentos do mundo inteiro para aplicar no país.Nessa época o “Superman” (personagem de revistas em quadrinhos) serviu de estímulo para resgatar  a auto-estima do americano.

A Superprodução

O economista Paul Singer sugeriu a seguinte história:

    - Mamãe, estou com fome. Por que hoje não temos pão para comer?
    - Porque seu pai foi despedido da padaria onde ele trabalhava.
    - Por que mandaram ele embora?
    - Por causa da crise econômica.
    - Por que tem crise?
    - Porque há pão demais no mercado!

A superprodução de mercadorias provoca o desemprego.Então, fica mais difícil ainda para as pessoas comprarem aqueles produtos encalhados.

Irracionalidade capitalista: a abundância gera a miséria.

O New Deal serviu de exemplo para que  países do mundo inteiro adotassem soluções parecidas.
O URSS boicotada pelos países capitalistas sofria menos influências das flutuações mundiais e não foi afetado pela crise de 1.929.

Atenção:

Hoje em um mundo globalizado e a internacionalização do comércio aumentar juros internos é uma forma de atrair investidores de outros países.

O investidor faz uma aposta na Bolsa, mas qualquer possibilidade de perda dos investimentos coloca ações para vender e vai embora.

Ocorrendo crise na Bolsa de um país gera o efeito dominó envolvendo todo o mundo capitalista.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Petr4 - Pagamento de Dividendos

Hoje comecei a pensar se é possível a Petr4 pagar dividendos sobre cada ação, referente ao lucro de um determinado exercício, a mando por exemplo da Petros, para derrubar preço pois esta estava vendida e o preço disparou... Será?


Alguém sabe dizer?

Nesse sitio é possível acompanhar o pagamento de dividendos da Petr4 e de todas as empresas da Bovespa.

Allana

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tipos de gráficos: Candlestick, Barras e Linhas

O conceito por trás do gráfico seria o da representação dos movimentos dos preços de um ativo financeiro através do tempo. Dessa maneira, o gráfico das ações representa nada mais que o tempo e o preço. O gráfico representa todos os preços negociados no período analisado. 

Preço diário IBOVESPA calculado de julho de 2007 a fevereiro de 2008.

No gráfico acima, tem-se a formação de um gráfico diário, onde cada barra representa um dia inteiro de negociação das ações da Vale.

Escolhendo um gráfico diário, estaremos observando o comportamento do ativo no período de um dia. Se escolhêssemos 15 minutos como período de tempo, então entraríamos em um prazo de tempo mais curto, observando o ciclo mais imediato da ação. Olhando um gráfico mensal estaríamos observando o ciclo de longuíssimo prazo desta ação.

O gráfico em particular, que foi exposto está cotado em barras, mas temos vários outros tipos de gráficos que podem ser analisados também, como por exemplo:

1 – Gráfico em linha

 No gráfico de linha levam-se em conta apenas os preços de fechamento do pregão, ou seja, unem-se dois pontos de fechamento. Grande parte dos analistas de mercado que usa o gráfico de linha acredita que, os preços do fim do pregão são essenciais para o mercado e ditam a abertura do dia seguinte. Por conseguinte, o mais importante.

Exemplo de gráfico de linha.

2 – Gráfico de barras

 O gráfico de barras tem esse nome devido ao fato de que, em um gráfico diário, por um período de um dia de movimentacao do preço do ativo é representado por uma barra vertical. 

Abaixo observa-se que os a barra vertical possui algumas características, como a sinalização dos preços relativos ao preco de abertura, fechamento, máximo e mínimo do pregão.

Componentes do gráfico de barras

3 - Candelabro Japonês (Candlestick)

O gráfico de velas como é também chamado, foi o pai do gráfico de barra e se diferencia  exclusivamente por peculiaridades na apresentacao dos preços referenciais em um gráfico. De fato, sao parecidos com os gráficos de barras e o teu uso é mais um ponto de escolha da parte de quer for usar. 

O candlestick é fácil e nao é preciso efetuar qualquer cálculo. Cada vela (candelabro) tranveste-se de um período como uma hora, um dia, um mes, etc. de tal ativo. 

Exemplo de gráfico de candles.

Exemplo de gráfico de candles. Como se pode observar abaixo, no candelabro japonês temos o candle preenchido e o candle sem preenchimentos, onde o branco representa um movimento de alta, ou seja, onde o fechamento do período foi acima de seu preço de abertura, e o candle negro corresponde a um período de baixa, onde o fechamento do preço foi abaixo do preço de abertura do período correspondente. 


Candelabro Japonês (Candlestick)


Perfis e tipos de investidores - Investidor Técnico, Especulador e Gambler

Geralmente a utilização de gráficos está direcionada, ou atinge mais os investidores de curto prazo, ou seja, àqueles cujo propósito da aquisição de certo ativo não é motivado pelo fato de torná-lo sócio de certa empresa, mas sim, que retirar algum lucro da movimentação de seu ativo. 
Este investidor não permanece muito tempo posicionado, ele tende a ficar com seu ativo até o momento em que o gráfico o manda vender. Neste tipo de situação podemos ter operações que duram apenas alguns minutos e outras de dois ou três dias ou até semanas.
No mercado de capitais pode-se encontrar com muita frequência, três tipos de investidores: o investidor, o especulador e o jogador ou gambler. Com exceção do investidor, os outros se aproveitam da leitura gráfica para tomar suas decisões. 
1.1 Investidor: o investidor está interessado em ser sócio da empresa de que ele está comprando ações. Ele compra as ações pensando realmente em ser sócio da empresa, com o objetivo que essas ações façam parte de seu patrimônio. 
 O investidor utiliza como metodologia para tomar as suas decisões a análise fundamentalista. Essa metodologia utiliza a análise do balanço da empresa, a situação do mercado que a empresa atua para avaliar a possibilidade de crescimento da receita e do lucro respectivo em um período mais longo de tempo, geralmente medido em anos. Essa situação favorável deve fazer com que o preço das ações suba neste prazo maior. O investidor não se interessa nas movimentações de preço no curto prazo.  
1.2 Trader/Especulador: o trader está interessado em aproveitar as movimentações dos preços para auferir lucros em um prazo menor de tempo e não está interessado em ser sócio da empresa na qual ele compra as ações. 
 Na verdade, esse sujeito preocupa-se em entender o comportamento dos preços no mercado para fazer as suas compras e vendas nos momentos apropriados, sendo que essas operações podem durar de segundos até meses.
O especulador utiliza a análise técnica ou qualquer metodologia que facilite o entendimento das variações nos preços. 
 No nosso país, o especulador é visto como um sujeito malvado, responsável por todas as crises econômicas. Na verdade o especulador está na base de todo o sistema capitalista, pois é ele que assume os riscos maiores, dando em troca a liquidez necessária ao sistema. Sem o especulador, não existiria o interesse do investidor em comprar ações e capitalizar uma empresa, pois essas ações não seriam fáceis de serem transformadas em dinheiro. 
 Nenhum especulador tem a capacidade de produzir uma crise. No máximo, ele pode acelerá-la. De qualquer maneira, é importante notar que o trader não considera uma ação específica como parte de seu patrimônio. O investidor é o sujeito que compra um imóvel para alugar e ter o seu rendimento do investimento através do aluguel.  O especulador é o sujeito que compra o imóvel por achar que o preço está muito depreciado, para revendê-lo em seguida, auferindo um lucro.
1.3 Gambler: de 70 a 80% do mercado é formado por esse tipo de operador. É um sujeito que está no mercado para ser um jogador. Ele não trata o mercado de forma séria, e não tem nenhum tipo de metodologia. Na verdade, a metodologia utilizada por ele é o “achismo”. 
 Ele compra um papel porque acha que vai subir. É o tipo de operador que perde consistentemente, mas não para de apostar até perder o último centavo do seu capital, pois acaba se viciando no mercado, que ele trata como um jogo de azar. Eventualmente ganha uma boa quantia, mas acaba entregando tudo o que ganhou de volta ao mercado em pouco tempo.
Como se pode perceber, a metodologia é um dos pontos chaves para se operar no mercado, e mesmo assim a grande maioria dos “investidores” insistem em usar como metodologia apenas suas previsões emocionais, o que geralmente os leva ao fracasso.
Como no mercado financeiro sempre é necessária que haja duas pontas, ou seja, uma vencedora e outra perdedora, esses tipos de investidores acabam sendo essenciais para o bom funcionamento do mercado de capitais e para sua liquidez, uma vez que o mercado de capitais é, necessariamente, um jogo de soma zero, ou seja, se você ganhou é porque alguém perdeu.

Retângulo Áureo ou Retângulo de Ouro

Chama-se retângulo áureo (ou retângulo de ouro) um retângulo ABCD com a seguinte propriedade: se o dividirmos em um quadrado e em um outro retângulo, o novo retângulo será semelhante ao original. 

Retângulo Áureo


Sendo a e b as dimensões do retângulo original, a definição acima se traduz na relação:
De onde segue que:

Resolvendo as raízes, conforme mostrado no anexo 1, chega-se a uma única raiz positiva de valor 1,618, φ.

As propriedades únicas da razão áurea foram inicialmente consideradas no contexto de uma linha divisória em dois segmentos. Se a linha é dividida de modo que a razão entre o comprimento total para o comprimento do segmento mais longo é o mesmo que a razão entre o comprimento do segmento mais longo para comprimento do segmento mais curto, então esta proporção é a razão áurea. 

O chamado retângulo de ouro pode ser construído a partir destes segmentos de linha, tais que o comprimento de largura é Phi.

Razão Áurea Matemática - Aplicações na Bolsa

Desde quando foi proposta pela primeira vez por Eugene Fama em seu livro “Eficiencia nos mercados de capitais” em 1970 a hipótese de mercado eficiente (HME), a mesma vem sendo testada empiricamente. Existem três condições que precisam ser alcançadas para se chegar a HME: 

>  Não deve haver custos de transação na negociação dos títulos;

>  Todas as informações devem estar disponíveis para todos os participantes do mercado, sem qualquer custo;

>  Todos devem ter a mesma percepção da implicação da informação para o preço corrente e para a distribuição de probabilidades de preços futuros. 

Essa teoria tem como principais pressupostos: 

a) Que o mercado tem de ser competitivo, ou seja, o preço dos títulos pode flutuar de forma a atingir um equilíbrio que seria a igualdade entre a quantidade ofertada e a demandada; 

b) Um investidor não pode ter sistematicamente um retorno que, ajustado pelo risco, seja maior que o retorno do mercado; 

c) Toda informação nova deve ser refletida no preço do título, imediatamente ou em um período curto de tempo, o que remete ao conceito de racionalidade do investidor. 

Segundo Eugene Fama ao presumir que os investidores sejam racionais a hipótese de mercado eficiente pressupõe que os preços de todos os ativos refletem exatamente o valor presente do fluxo de caixa futuro gerado para cada ativo. 

Por conseqüência, os investidores processam as novas informações imediatamente após o recebimento dela, reduzindo (elevando) o preço de determinado ativo sempre que a notícia implicar redução (aumento) do fluxo de caixa futuro, sendo que essa redução (aumento) do preço corresponderá exatamente à variação do valor presente do fluxo de caixa futuro esperado. Da mesma forma, se não houver notícia, não haverá alteração no preço de um ativo.

Segundo Torres, Bonomo e Fernandes, em um estudo sobre a aleatoriedade do passeio no mercado brasileiro, uma das hipóteses da HME, os autores concluem que tanto a linearidade quanto a normalidade dos retornos para o mercado brasileiro são rejeitadas, derrubando mais uma vez a HME.

A concepção de lucros extraordinários seria eliminada, uma vez que seja levado em consideração os custos explícitos de transação, como corretagem, taxas e impostos.

Uma das razões mais convincentes para a rejeição da HME afirma Lima em seu livro “Auge e declínio da hipótese dos mercados eficientes” são as freqüentes inovações no sistema financeiro. Quando uma inovação aparece é necessário um tempo razoável para identificar seu efeito nos preços dos ativos. Durante este período de transição, na medida em que mais agentes adotam a inovação, agentes que estão mais familiarizados com ela terão vantagem sobre os retardatários, obtendo lucros pela arbitragem entres os produtos novos e os antigos.

Para Lima a interpretação dinâmica dessa constatação seria que os rendimentos iniciais elevados atraem novos adotantes para o processo de inovação, até que a competição faça desaparecer a vantagem informacional dos primeiros investidores. Tais condições incitam o lançamento de outras inovações tendo em vista a obtenção de novas vantagens informacionais, ou seja:

Em períodos nem muito curtos nem muito longos, este processo envolve o fato de que um rendimento mais elevado que os rendimentos médios... terá uma probabilidade importante de ser seguido por um rendimento em baixa, pela dominação das forças concorrenciais. Em contrapartida, a pressão concorrencial aumenta a probabilidade de inovações que criam novos mercados, nos quais os rendimentos mais elevados podem ser, de novo, realizados. Suscitando aprendizagem, as inovações dão uma memória aos mercados, o que viola o postulado da eficiência (AGLIETTA, 1995, p27 – Macroeconomia Financeira).

 O fato de a HME não ter sido provado empiricamente, e teoricamente tendo um grande campo minado para se atravessar, sugere que, pelo fato principal de os preços não se movimentarem aleatoriamente, existe alguma lei como afirma Prechter, em seu livro “Obras-primas de Elliott. A Coleção Defitiva” em 1994, um comportamento social inerente ao ser humano; algo está sendo deixado para trás.
 
Como Fischer em seu trabalho “Aplicações e estratégias para traders” ressalta, se existe essa lei por trás da natureza humana, e, o mercado de capitais é algo criado pelo ser humano, é natural supor que as mesmas leis que se aplicam à natureza humana se apliquem ao mercado de capitais.

 As leis - assim chamado originalmente por Elliott em seu livro “O princípio da Onda” - existentes na natureza é obra de estudo de muitos anos, remetendo aos primórdios dos tempos.

Pode-se encontrar diversos aspectos comuns na natureza, como no crescimento das plantas, nas proporções do corpo humano e dos animais, nas pinturas renascentistas, nas obras arquitetônicas da Antiguidade Clássica, até a Era Moderna.

Há cerca de 2,5 mil anos esta questão já intrigava os gregos. Euclides (323-285 a.C.), o matemático grego, descreveu em sua Proposição VI, uma maneira de buscar o modo mais harmonioso de “(...) dividir um segmento de reta em média e extrema razão”, ou seja, dividir um segmento de reta em duas partes, de tal modo que a razão entre a menor e maior parte fosse igual à razão entre a maior parte e o segmento total. Tal razão é conhecida como “razão áurea” ou “divina proporção” e é simbolizada pela letra grega φ (fi) que tem o valor de 0,618.

A razão áurea também foi estudada pelo monge Luca Pacioli, de Veneza, que escreveu um tratado “De divina Proportione” (Sobre a proporção divida), em 1509.

O Matemático italiano Leonardo de Pisa, o Fibonacci (1180-1250), em seu livro Líber Abaci (Livro do Ábaco), de 1202, propôs o seguinte problema: Um casal de coelhos torna-se produtivo após dois meses de vida e, a partir de então, produz um novo casal a cada mês. Começando com um único casal de coelhos recém-nascidos, quantos casais existirão ao final de um ano?

Tal problema deu origem a uma seqüência, conhecida como seqüência de fibonacci: 1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144, 233, 377, 610, 987...  Em 1753, o escocês Robert Simsom descobriu que a razão entre dois termos sucessivos quaisquer dessa seqüência tende a φ (0,618) como limite, à medida que se avança mais e mais ao longo da seqüência, como está mostrado na tabela abaixo.

Tabela 1 - Razão entre termos sucessivos da seqüência de Fibonacci

1
/
1
1,000
1
/
2
0,500
2
/
3
0,667
3
/
5
0,600
5
/
8
0,625
8
/
13
0,615
13
/
21
0,619
21
/
34
0,618
34
/
55
0,618
55
/
89
0,618
89
/
144
0,618
144
/
233
0,618
233
/
377
0,618
377
/
610
0,618
610
/
987
0,618
987
/
1597
0,618
1597
/
2584
0,618
2584
/
4181
0,618
4181
/
6765
0,618
6765
/
10946
0,618

Sabe-se hoje que razão áurea está presente na natureza também – na margarida, na semente de girassol, na concha do molusco náutilo; em particular nas proporções do corpo humano. É a mais bela, harmoniosa e agradável proporção entre duas medidas segundo os estudiosos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Manutenção dos juros pelo FED...

O FED, banco central dos EUA havia cortado a taxa de juros antes para baratear o acesso ao credito das famílias principalmente, para tentar contornar a dificuldade e facilitar o crédito dada a crise hipotecária.

Outra vez o FED resolveu manter a taxa no mesmo patamar, 2%. Pergunto-me se, pelo fato de um corte na taxa de juros principal demorarem em se endereçar ao publico certo ele resolveu esperar ou se, na visão deles o crédito já está barato.
Tivemos uma pequena leve no nível de desemprego da economia, medida pelo unploymente rate, que sozinha não quer dizer muita coisa, mas temos a inflação a nível mundial que vem assustando as economias por causa das commodities.

No governo de Bush, foi aprovado recentemente um pacote de devolução dos impostos a fim de tentar aumentar a renda disponível das famílias, isto é, tudo aquilo que elas recebem menos os impostos. Mas temos casos bem sucedidos da demonstração da hipótese da renda permanente de Friedman que diz que, mesmo com um corte nos impostos, não se eleva o consumo, pois é de se pensar que: Menos impostos hoje, mais impostos amanhã... Isso é óbvio, o governo precisa pagar a conta, e como se lê por ai, não existe almoço de graça.

Ainda sobre a hipótese da renda permanente de Friedman, tem muitos que alegam que, como esse ônus fiscal ficará para geração futura provavelmente, esse tipo de pacote de devolução dos impostos afetaria sim a economia e o nível de consumo. Segundo outra hipótese, Barro - Ricardo, o mesmo afirma que, mesmo deixando esse ônus para geração futura, não afetaria a economia, pois a geração futura seriam seus filhos, seus netos... rs. Divagações.

Mas realmente parece que o governo dos EUA está tranqüilo com a situação e isso deve acalmar os mercados, pelo menos momentaneamente, até vir um índice e provar estarem errados... ou de fato, certos.

Abraços, All.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

IBOV - Análise 04/08

Boa noite amigos!

O IBOV havia perdido a resistência de 58000 pontos na sexta feira e tinhamos a próxima resistência por volta de 56500 (o fundinho anterior e a linha de resistência [de out/06]). Como perdemos esse suporte, a expectativa é que o índice venha a buscar a casa dos 53000 pontos que é o fundo de Janeiro, da crise do subprime da economia norte americana.
IBOVESPA - Diário

Pelo caminho temos a média do canal de baixa (em vermelho pontilhado) e os níveis de Fibonacci da canal como suportes e resistências. Obs: No canal de baixo, usei 38,2% do lado esquerdo, e 38,2%;61,8% do lado direito.
IBOVESPA - Semanal

Ouvi diversos analistas comentando que, sob uma possível perda dos 53000 pontos o índice pode vir testar a retração de 61,8% de Fibonacci do movimento de alta de 1992, em torno dos 46000 pontos...

Curiosidade: Os dois últimos zig-zags de queda são perfeitamente harmônicos, ambos perderam o fundo + 38,2% do movimento de alta anterior. Se continuar com essa harmonia, devemos ter um fundo por volta de 55.300 pontos

Amigos, até a próxima!
All.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A lei da natureza... Mercado de capitais?

Segundo Prechter em seu livro "R.N. Elliott's masterworks: the definitive collection":

"Nenhuma verdade encontra-se com uma aceitação mais geral do que o universo ser governado por uma lei. Sem lei, seria o caos, e onde o caos está nada está. Pesquisas em relação às atividades humanas indicam que, praticamente todos os desenvolvimentos que resultam de nossos processos socioeconômicos seguem uma lei que faz com que se repitam em séries similares e constantemente. O mercado acionário ilustra o impulso da onda comum à atividade socioeconômica. Tem sua lei, apenas como é verdadeiro de outras coisas durante todo o universo."
PRECHTER, 1994, p.59


Um abraço a todos, All.