Hoje comecei a pensar se é possível a Petr4 pagar dividendos sobre cada ação, referente ao lucro de um determinado exercício, a mando por exemplo da Petros, para derrubar preço pois esta estava vendida e o preço disparou... Será?
Alguém sabe dizer?
Nesse sitio é possível acompanhar o pagamento de dividendos da Petr4 e de todas as empresas da Bovespa.
Allana
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Indicador ATR - Average True Range
Desenvolvido por J. Welles Wilder, o Average True Range (ATR) é um indicador que mede a volatilidade. Tal como acontece com a maioria de seus indicadores, Wilder projetou o Average True Range (ATR) para trabalhar com commodities e aos preços diários. Commodities são frequentemente mais voláteis do que ações e sem contar que muitas vezes estão sujeitas a falhas de precificação e aberturas com gap.
A fórmula de volatilidade toma por base apenas o range máximo-mínimo e, portanto falha em capturar a volatilidade com movimentos por exemplos de gap. Wilder criou o Average True Range (ATR) para capturar essa volatilidade "ausente". É importante lembrar que o Average True Range (ATR) não fornece uma indicação da direção dos preços, apenas a volatilidade.
Wilder apresentou o Average True Range (ATR) em seu livro de 1978, Novos Conceitos em Analise Técnica. Este livro também inclui o Parabólico SAR, o Índice de Força Relativa (IFR) e o AverageDirectional Index (ADX). Apesar de serem desenvolvidos antes da era do computador, os indicadores de Wilder têm resistido ao teste do tempo e permanecem extremamente populares.
Wilder começou com um conceito chamado True Range (TR), que é definido como o maior dos seguintes valores:
- Atual Máxima menos o mínimo corrent.
- Atual Máxima menos o fechamento anterior (valor absoluto.
- Mínimo corrente menos o fechamento anterior (valor absoluto).
Os valores absolutos são usados para segurar os números positivos. Afinal, Wilder estava interessado em medir a distância entre dois pontos, não a direção. Se o atual range máximo-mínimo é grande, as chances são de que será usado como True Range (TR). Se o atual range máximo-mínimo é pequeno, um dos outros dois métodos seriam provavelmente usados para calcular o True Range (TR).
As duas últimas possibilidades surgem normalmente quando o fechamento anterior é maior que a atual máxima (sinalização de um potencial gap) ou o fechamento anterior é inferior ao atual mínimo (sinalização de um potencial gap). O atual range máximo-mínimo é usado como o True Range (TR) por um dia, porque é impossível usar o fechamento anterior para o primeiro dia.
Exemplo A: Um range máximo-mínimo pequeno formado após um gap de alta. O True Range (TR) é igual ao valor absoluto da diferença entre a atual máxima e o fechamento anterior.
Exemplo B: Um range máximo-mínimo alto formado após um gap de baixa. O True Range (TR) é igual ao valor absoluto da diferença entre a mínima corrente e o fechamento anterior.
Exemplo C: Mesmo que o próximo fechamento esteja dentro do intervalo anterior do range máximo-mínimo, o atual range máximo-mínimo será muito pequena. Na verdade, ele é menor do que o valor absoluto da diferença entre o fechamento de alta atual e do anterior, que é usado para o valor do True Range (TR).
Cálculo
Normalmente, o Average True Range (ATR) é baseado em 14 períodos e pode ser calculado para intraday, diário, semanal ou mensal. Para este exemplo, o ATR será baseado em dados diários. Como deve haver um inicio, o valor do primeiro True Range (TR) é simplesmente a máxima menos a mínima, e o Average True Range (ATR) dos 14 primeiros dias é a média dos valores de True Range (TR) por dia durante os últimos 14 dias. Depois disso, Wilder procurou suavizar os dados, incorporando o valor do Average True Range (ATR) do período anterior.
ATR atual = [(ATR Antes x 13) + TR atual] / 14
- Multiplique ATR dos últimos 14 dias por 13.
- Adicionar o valor do dia mais recente do TR.
- Divida o total por 14
ATR Absoluto
O Average True Range (ATR) é baseado no True Range (TR), que utiliza variações de preços absolutos. Como tal, o Average True Range (ATR) reflete a volatilidade como o nível absoluto. Em outras palavras, o Average True Range (ATR) não é mostrado como uma percentagem do fechamento atual. Isto significa que preços baixos de ações terão valores menores do Average True Range (ATR) do que as ações com preço elevado. Por exemplo, uma ação de R$30 terá valores de Average True Range (ATR) muito inferior a uma ação de R$300. Devido a isso, os valores de Average True Range (ATR) não são comparáveis. Mesmo os grandes movimentos de preços de um único ativo, como um declínio de R$80 para R$30, não se deve fazer comparações de longo prazo com o Average True Range (ATR). Os gráficos abaixo mostram o Google com o dobro dos valores de Average True Range (ATR) e a Microsoft com valores abaixo de 1 no Average True Range (ATR). Apesar de os valores serem diferentes, as suas linhas de Average True Range (ATR) têm formas semelhantes.
Conclusões
O Average True Range (ATR) não é um indicador de direção, como o Moving Average Convergence/Divergence - Convergência eDivergência de Médias Móveis (MACD), ou Índice de Força Relativa (IFR). Em vez disso, o Average True Range (ATR) é um indicador de volatilidade exclusivo que reflete o grau de interesse ou desinteresse do ativo, seja qual for a direção.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Indicador CCI - Commodity Channel Index
Desenvolvido por Donald Lambert e destaque na revista Commodities em 1980, o CCI é um indicador versátil que pode ser usado para identificar uma nova tendência ou nos avisar de condições extremas. Desenvolvido originalmente para identificar voltas cíclicas em commodities, o indicador também pode ser aplicado com sucesso em índices, ações e outros valores mobiliários.
Em geral, o CCI mede o nível de preços atual em relação a uma média de nível de preços durante um determinado período de tempo. O CCI é relativamente elevado quando os preços estão muito acima da sua média. O CCI é relativamente baixo quando os preços estão muito abaixo da sua média. Desta forma, o CCI pode ser usado para identificar os níveis de sobrecompra (overbought) e sobrevenda (Oversold).
Cálculo
O exemplo a seguir é baseado em 20 períodos do CCI. O número de períodos do CCI também é utilizado para o cálculo da média móvel simples e Desvio padrão.
CCI = (preço normal – Média Móvel Simples de 20 períodos do PT) / (0,015 x Desvio Padrão)Preço típico (PT) = (Máxima + Mínima + Fechamento) / 3Constante = 0,015
Lambert definiu a constante de 0,015 para assegurar que cerca de 70% a 80% dos valores do CCI cairiam entre -100 e +100. Este percentual também depende do período do ciclo. O CCI menor (10 pontos) é mais volátil, com uma porcentagem menor dos valores entre +100 e -100. Inversamente, um CCI maior (40 pontos) terá um maior percentual de valores entre +100 e -100.
Interpretação
O CCI mede a diferença entre a mudança do preço de uma ação e sua variação média de preços. As leituras de alta positivas indicam que os preços estão bem acima de sua média, que é uma demonstração de força. Leituras de negativos baixos indicam que os preços estão bem abaixo da média, que é uma demonstração de fraqueza.
O Commodity Channel Index (CCI) ou Índice de Canal de Comodity pode ser usado tanto como um indicador coincidente ou líder. Como indicador coincidente, picos acima de 100 refletem a ação do preço forte que pode sinalizar o início de uma tendência de alta. Picos abaixo de -100 refletem a ação do preço fraco que pode sinalizar o início de uma tendência de baixa.
Como indicador principal, os grafistas podem procurar níveis de sobrevenda ou sobrecompra que podem prenunciar uma reversão à média. Do mesmo modo, as divergências de alta e baixa podem ser usadas para detectar mudanças do momentum cedo e antecipar a inversão de tendência.
Nova tendência emergente
Como mencionado acima, a maioria dos movimentos do CCI ocorre entre -100 e +100. Um movimento que ultrapasse esta faixa mostra a força ou fraqueza anormal que pode prenunciar um movimento alargado. Pense nesses níveis, como filtros de alta ou de baixa. Tecnicamente, o CCI favorece a compra quando os valores são positivos e a venda quando os valores são negativos. No entanto, usando uma simples linha de cruzamento no ponto zero pode resultar em muitos sinais falsos. Embora os pontos de entrada vão ficar mais atrasados, exigindo um movimento acima de 100 por um sinal de compra e um movimento abaixo de -100 para um sinal de venda reduz a quantidade de sinais falsos.
O gráfico abaixo mostra Caterpillar (CAT), com o CCI de 20 dias. Havia quatro sinais de tendência dentro de um período de sete meses. Obviamente, um CCI de 20 dias não é adequado para sinais de longo prazo. A ação atingiu o pico em 11-Jan e virou-se para baixo. O CCI moveu-se abaixo de -100 a 22 de Janeiro (oito dias depois) para sinalizar o início de um movimento alargado. Da mesma forma, a ação teve um fundo, em 8 de fevereiro e o CCI subiu acima de 100 em 17 de fevereiro (seis dias mais tarde) para sinalizar o início de um declínio prolongado. O CCI não captura a parte superior ou inferior exata, mas pode ajudar a filtrar os movimentos insignificantes e focar a tendência maior.
O CCI disparou um sinal de compra quando a CAT subiu acima de 60 em junho. Alguns traders podem ter considerado que a ação estava sobrecomprada e a relação risco / retorno era desfavorável a estes níveis. Com o sinal de alta em vigor, o foco teria sido em configurações de alta com uma boa relação risco / retorno. Observe que a ação refez cerca de 60% do avanço anterior e formaram uma bandeira de queda até o final de junho.
Níveis de sobrecompra e sobrevenda
Identificar os níveis de sobrecompra (overbought) e sobrevenda (oversold) pode ser complicado tanto com o CCI como com qualquer outro oscilador de momentum. Primeiro, o CCI é um oscilador desacoplado. Teoricamente, não há limites de valores máximos e mínimos. Isso reflete uma avaliação subjetiva do nível de sobrecompra ou sobrevenda. Em segundo lugar, os títulos podem continuar movendo-se na mesma direção depois que um indicador se torna sobrecomprado ou sobrevendido.
A definição de sobrecomprado ou sobrevendido varia de acordo com o Canal Commodity Index (CCI). Níveis de ± 100 podem trabalhar em uma faixa de negociação, mas níveis mais extremos são necessários para outras situações. Níveis de ± 200 são valores muito mais difíceis de atingir e mais representativa de uma extrema verdade. Seleção de níveis de sobrecompra ou sobrevenda também dependem da volatilidade do ativo. A gama do CCI para um índice FEF, como SPY, será geralmente menor do que para uma maioria das ações, como o Google.
O gráfico acima mostra o Google (GOOG) com CCI (20). As linhas horizontais em ± 200 foram adicionadas. Do início de fevereiro ao início de Outubro (2010), o Google ultrapassou ± 200 pelo menos cinco vezes. As linhas vermelhas pontilhadas mostram quando o CCI recuou abaixo de 200 e as linhas verdes pontilhadas mostram quando o CCI recuou acima de -200. É importante esperar esses cruzamentos para reduzir sinais falsos caso a tendência se estenda. Observe como o Google continuou a mover-se em favor da tendência até mesmo após o CCI tornar-se sobrecomprado em meados de setembro e foi abaixo de -200.
Divergências de alta e baixa
Divergências são sinais de um ponto de reversão em potencial, porque o impulso direcional não confirma o preço. Uma divergência altista ocorre quando o ativo faz a menor baixa e o CCI forma uma baixa maior, o que demonstra menos força descendente. Uma divergência de baixa ocorre quando o ativo registra a maior alta e o CCI forma uma alta menor, o que demonstra menos forca altista.
Antes de ficar muito animado sobre as divergências como indicadores de grande inversão, nota-se que as divergências podem ser enganosas em uma forte tendência. A forte tendência de alta pode mostrar várias divergências de baixa antes de uma que se materializa. Por outro lado, divergências de alta são frequentes após aparecer em tendências de baixa prolongada.
A confirmação é a chave para as divergências. Embora as divergências refletem uma mudança na dinâmica que pode prenunciar uma inversão de tendência, o grafista deve definir um ponto de confirmação para o CCI. A divergência de baixa pode ser confirmada com uma quebra abaixo de zero no CCI ou uma pausa de suporte no gráfico do preço. Inversamente, uma divergência de alta pode ser confirmada com uma quebra acima de zero no CCI ou quebrar a resistência do gráfico de preços.
O gráfico acima mostra a United Parcel Service (UPS), com o CCI de 40 dias. Um prazo mais alargado, 40 contra 20, foi utilizado para reduzir a volatilidade. Há três divergências consideráveis ao longo de um período de sete meses, que é na verdade muito pouco para sete meses.
Primeiro, a UPS correu para novas elevações no início de maio, mas o CCI não pode exceder a alta de Março e formou uma divergência de baixa. Uma quebra de suporte no gráfico de preços e o CCI mudar para negativo também podem confirmar esta divergência, alguns dias depois. Em segundo lugar, uma divergência de alta formada no começo de julho como o ativo mudou-se para uma menor baixa, mas o CCI formou uma maior baixa. Essa divergência foi confirmada com uma quebra do CCI para o campo positivo.
Também note que UPS preencheu a lacuna final de junho com um aumento no início de julho. Em terceiro lugar, uma divergência de baixa formada no início de setembro e isso foi confirmada quando o CCI caiu em território negativo. Apesar da confirmação do CCI, nunca o preço quebrou o suporte e a divergência não resultou em uma inversão de tendência. Nem todas as divergências produzem bons sinais.
Conclusões
O CCI é um oscilador de dinâmica versátil que pode ser usado para identificar níveis de sobrecompra ou sobrevenda ou ainda reversões de tendência. O indicador se torna sobrecomprado ou sobrevendido quando ele atinge um extremo relativo. Essa extrema depende das características do ativo e o alcance histórico para o CCI.
Independentemente de como o CCI é usado, deve-se usar em conjunto com outros indicadores ou análise de preços. Outro oscilador de momentum seria redundante, mas o On Balance Volume (OBV) ou a Linha de Distribuição de Acumulação podem agregar aos sinais do CCI.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A Teoria das Ondas de Elliott - waves Fibonacci
A Teoria das ondas de Elliott completa a teoria de Dow. Enquanto Dow propõe a formação de tendências, Elliott adverte com base nos estudos de Dow, a constituição de ondas no mercado. Para Elliott, não existe a superficial desordem das oscilações dos preços no mercado, existe sim um padrão sucessivo e recorrente. A teoria das ondas possue duas bases distintas: uma filosófica e outra matemática.
A base filosófica da teoria é representada pela busca de mais esclarecimentos para a Teoria das Ondas. Elliott examinou, em outras ciências, elucidações para fundamentar a natureza e o acontecimento dos padrões de ondas identificados. Em seu último trabalho publicado "Lei da Natureza - O Segredo do Universo", Elliott motivou sua teoria a partir da comprovação de que a natureza proporciona ciclos.
Elliott procurou dar literalidade ao modelo de Ondas identificado pela base filosófica.
Durante suas analises, Elliott esperava achar uma elucidação matemática para o acontecimento das ondas. Explorando a pesquisa descobriu nos estudos de Leonardo Fibonacci (Pisa), a fundamentação matemática da sua teoria.
A proporção de 0,618 e seu complemento 0,382, decorrente da sequência de Fibonacci, foram aproveitadas por Elliott, para constituir projeções das extensões de progresso e retrocesso das ondas. Na prática, os investidores utilizam-se também do percentual de 50%.
O Robert Prechter, em seu livro intitulado “O princípio da onda de Elliott”, de 2002, afirmam que Elliott descobriu que a razão da sequência de Fibonacci teria aplicação perfeita na “teoria das ondas”. O aproveitamento das proporções, da sequência de Fibonacci, convém para antecipar as oscilações (de baixa ou de alta) empregando a relação fundamental da sequência.
Na teoria das ondas de Elliott, as ondas desenvolvem um conjunto que, ajuntadas, produzem um ciclo. O ciclo é, pois, formado por 8 ondas, conforme figura abaixo, de tal forma que 5 compõe a estruturação de alta e três a estruturação de baixa. Tanto no ciclo de alta, quanto no ciclo de baixa, surgem as ondas propulsoras e as ondas corretivas.
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Principal Padrão das Ondas de Elliott |
Consistiu nesse o principal padrão descoberto, quer dizer, o desenvolvimento de um série completa de uma onda pela Teoria das Ondas de Elliott. O intercâmbio pelas ondas de forma continuada acaba criando diversas ondas e ciclos de maior grau de tempo. Igualmente, cada onda vista na figura acima poderá, de acordo com a teoria, ser desenvolvida por um aglomerado de ondas em grau de periodicidade menor ou maior (ver figura abaixo).
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Ciclo Completo das Ondas de Elliott e seus Fractais |
quinta-feira, 31 de março de 2011
Teoria de Dow - Base da Análise Técnica - Princípios
A Teoria de Dow nos ensina que as oscilações de mercado elucubram uma tendência da atmosfera de negócios, podendo ser de alta ou de baixa. O elemento tratado nessa teoria é a determinação das mudanças nos movimentos primários, secundários ou terciários dos mercados.
Charles Henry Dow desenvolveu-a nos fins do século XIX e que acabou tornando-se a base de toda a Análise Técnica contemporânea.
Os principais tópicos da Teoria de Dow são:
- Os índices absorvem tudo: para Chales Dow, os índices das ações, como é o caso do Índice Bovespa, acabam precificando tudo, quer dizer, todos os acontecimentos já foram incorporados pelos índices.
- As tendências primárias são repartidas em três etapas: No mercado altista (bullish), a primeira etapa recebe o nome de etapa de acumulação, em geral onde os investidores bem cientificados entram no mercado, seguida pela etapa de alta sensível, onde os investidores ditos seguidores entram no mercado, e finalmente a fase da euforia, onde os investidores bem cientificados saem do mercado.
Após a alta é iniciada a baixa, ocorre a reversão da tendência do mercado. Iniciam-se as três etapas baixistas (bearish). Esta etapa, composta, em primeiro momento pela distribuição, onde os investidores bem cientificados vendem. Segue-se a etapa de pânico, onde os investidores, ditos seguidores, dão início as vendas. A última etapa, de queda branda, indica que o movimento de baixa está perdendo força.
- As reversões precisam ser aprovadas: diz que, uma reversão de mercado esta em curso, somente quando aprovada por outros índices ou indicadores de mercado.
- O volume segue a tendência: este princípio da Teoria de Dow assegura que, o volume negociado deve seguir a tendência em andamento.
- A tendência persiste até a adesão contrária: neste princípio a tendência de alta só poderá ser considerada extinta, se após uma sucessão de topos e vales superiores, apresentar uma falha. Na tendência de baixa ocorre de modo inverso. É analogo ao conceito de pivô
Segundo Martin Pring, em seu livro “Analise técnica explanada”, de 1980, “os preços refletem o julgamento agregado e a emoção dos participantes do mercado acionário, ambos sobre preços correntes e potenciais”.
A coragem dos agentes de mercado conjectura a interação dada pela oferta e demanda de ativos, tal como é em qualquer mercado de capital.
Canal de tendência de alta, de baixa e lateral.
Na análise técnica, canal de tendência é o termo empregado para determinar, no gráfico, quando se pode desenhar uma reta aproximadamente paralela à linha de tendência por dois máximos (no caso de alta), ou dois mínimos (no caso de baixa). Genericamente, o canal de tendência sugere um movimento futuro provável da ação no caso de alta ou baixa.
No gráfico abaixo se tem o índice Bovespa, do início de 2004 até 2008, um canal de alta de longo prazo, em cinza. Caracteriza um canal de tendência quando há pelo menos dois toques na linha de tendência. Então é traçado uma linha paralela unindo a outra banda do canal de tendência.
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IBOV - Índice Bovespa - Semanal |
No caso de uma violação da banda inferior desse canal de alta, por exemplo, é caracterizado o fim dessa tendência. Conforme ensinamentos da teoria de Dow, esse canal de longo prazo tem outros canais dentro, de tendências mais curtas, podendo ter o sentindo inverso do canal de maior prazo. Logo, o rompimento de um canal de tendência, declara fim à tendência respectiva ao tempo associada.
Pivô de Alta, Pivô de Baixa, Pivot
Tendo visto que o mercado se movimenta em ondas, e a cada onda impulsiva tem-se em seguida uma onda corretiva, no caso dessa onda corretiva se comportar como prevê o modelo de retração de Fibonacci, tem nesse ponto o chamado pivô.
Na verdade o conceito de pivô se estende um pouco mais que isso. O conceito de pivô de alta é nada mais que um fundo ou correção superior ao fundo anterior. No caso de pivô de baixa, o mesmo conceito se aplica, porém de maneira oposta, ou seja, um pivô de baixa é um topo ou correção da onda impulsiva de baixa descendente, inferior ao anterior.
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| Pivô de Alta e de Baixa |
PIVÔ DE ALTA
Quando as cotações caem e voltam a subir. Nesse ponto tem-se um vale ou fundo. Então se marca o ponto 1. Após algum tempo de alta, o ativo resolve cair, formando um cume ou topo. Então se marca o ponto 2. Esta queda não pode vir abaixo do ponto 1. Quando o ativo subir fica determinado ai ponto 3. Este ponto 3 é um fundo mais alto ou igual ao que o formado na definição do ponto 1. As cotações do ativo subindo e superando o topo anterior, ponto 2, tem-se ai a confirmação do pivô de alta.
PIVÔ DE BAIXA
Quando as cotações sobem e voltam a cair. Nesse ponto tem-se um cume ou topo. Então se marca o ponto 1. Após algum tempo de baixa, o ativo resolve subir, formando um vale ou fundo. Então se marca o ponto 2. Esta alta não pode vir acima do ponto 1. Quando o ativo cair fica determinado ai o ponto 3. Este ponto 3 é um topo mais descendente ou igual ao que o formado na definição do ponto 1. As cotações do ativo caindo e superando o fundo anterior, ponto 2, tem-se ai a confirmação do pivô de baixa.
Fibonacci: Expansao, Retracao. Análise Técnica - Bolsa de Valores - Mercado de Capitais
Fibonacci nos Mercados
Retracao de Fibonacci nos Mercados
Expansão de Fibonacci nos Mercados
O aproveitamento do conhecimento discorrido até agora no mercado se dará de forma agregada, ou seja, tentará se utilizar de todos ao mesmo tempo para comprovar a eficácia da análise técnica e a sua coerência entre si, com por exemplo o uso de Candles, de médias móveis e das ondas de Elliott.
Retracao de Fibonacci nos Mercados
Terminação usada na análise técnica que se alude a expectativa de que o preço de um ativo financeiro recue numa grande proporção do movimento original deparando-se com o suporte ou a resistência nos pontos de Fibonacci antes que ele continue na direção original.
Esses níveis são cunhados desenhando uma linha entre dois pontos extremados e logo dividindo a distância vertical pelas proporções de Fibonacci de 23,6%, 38,2%, 50%, 61,8% e 100%. As proporções mais corriqueiras são as de 61,8% e seu complemento, 38,2%.
A retração de Fibonacci é um utensílio muito conhecido, usado por muitos traders especialistas para auxiliar a identificar níveis estratégicos de operações, objetivos de preços ou de perdas e/ou lucros (stop loss - stop profit).
A noção de Retração de Fibonacci é usada em muitos indicadores como, principalmente, a teoria das Ondas de Elliott e os próprios Candles.
O gráfico abaixo mostra o índice Bovespa, na periodicidade diária, ou seja, cada candle é um dia de negociação, de Janeiro à Maio de 2008.
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IBOV - Índice Bovespa - Diário |
Os pontos 1 e 2 foram utilizados para marcar uma possível onda 1 de Elliott, e como se esperava, o índice corrigiu até a região de 38,2%, a marcação 3 no gráfico. Esse tipo de movimento na análise técnica é conhecido como pivô de alta. Nota-se ainda que, no ponto 3 onde o candle testa a região de 38,2%, a formação do candle é hammer, quase um doji, ambos de fim de tendência e reversão.
Então depois de respeitar a região de 38,2%, seguiu firme até a região de 161,8%, ou seja, a projeção de Fibonacci de 61,8% do movimento de alta denotado por 1 e 2.
Esse tipo de análise é conhecida por retração de Fibonacci. A cada onda de alta, espera-se uma correção ou em 61,8% ou em 38,2%. O oposto é válido também, ou seja, a cada onda de baixa, espera-se uma correção de alta em torno de 38,2% ou 61,2%.
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| ABYA3 - Abyara ON - Semanal |
O gráfico acima mostra o comportamento da Abyara, onde teve-se um movimento corretivo iniciado no dia 02 de Julho de 2007 e o comprimento da onda 1, ou seja, 100%, teve uma correção positiva em 38,2%, que se pode entender como uma realização de lucros, e então teve o movimento mais intenso, chegando à 161,8%, ou a onda 3 de Elliott. Percebe-se no cumprimento de 161,8% da correção, teve-se um candle de indecisão, sinalizando uma possível reversão de tendência, que não foi respeitada.
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| GOAU4 - Gerdau Met PN – Mensal |
No gráfico acima referente à Gerdau Met, tem-se o cumprimento da onda 1 de Elliott, com uma correção de 38,2% do movimento de alta, para acumular forças e alcançar o objetivo da onda 3, que seria 161,8% sinalizado no gráfico. Percebe-se um cumprimento quase que milimétrico, ficando bastante evidente pontos de ótima entrada no ativo.
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| PETR4 - Petrobrás PN - Intraday - 60 minutos |
No gráfico acima, tem-se a Petrobras no dia 28 de Agosto de 2008, teve-se no momento da abertura até as 13:00 horas o fim da onda 1 corretiva, e teve-se uma correção de 61,8%, marcado em amarelo no gráfico, coincidindo com um candle de reversão, o hammer ou martelo invertido. Mais uma vez teve-se uma ótima oportunidade de entrada, nesse caso, uma operação de venda no ativo, de um pouco mais de 1% em um pouco mais de 1 hora de mercado.
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USIM5 - Usiminas PNA - Intraday - 15 minutos |
O gráfico acima refere-se ao ativo Usiminas, na periodicidade de 15 minutos, do dia 27 de Agosto de 2008, após abrir o dia em GAP, o ativo teve uma queda de aproximadamente 1 hora, ou os 4 primeiro candles, preenchendo assim o buraco de negociações, e logo em seguida recuperou-se e inverteu a tendência, para cima agora. Nesse movimento traçou-se a onda 1, ou os 100%, e projetou-se a retração de 61,8%, e em amarelo, no gráfico, como pode ser visto, ouve o cumprimento do movimento corretivo, com um candle do tipo hammer ou martelo invertido sinalizando reversão de tendência. Mais uma vez tem-se uma ótima oportunidade de entrado no ativo, e ainda projetou-se a região de 261,8% que foi cumprida no dia seguinte, após abertura em GAP e o preenchimento do mesmo.
Nota-se que nesse tipo de estratégia de mercado, tem-se diversas vezes o cumprimento quase que milimétrico, possibilitando assim um gerenciamento de capital mais rigoroso e um controle de estope mais curto. Com isso, abre-se um leque de oportunidades de compra e venda no mercado, independentemente da periodicidade analisada, trabalhando assim com um Risco/Retorno (Risc/Reward) muito mais elevado, ou seja, diminui-se o risco e aumenta o retorno, possibilitando um maior rendimento e sobrevivência no longo prazo, com ganhos acima da média do mercado.
As expansões de Fibonacci são na verdade um complemento à retração de Fibonacci, como já visto anteriormente, e servem basicamente para projetar possíveis objetivos para o ativo assim como regiões de suporte e resistência.
Quando se confirma um pivô de alta ou baixa, sob uma resistência ou suporte nos níveis da retração de Fibonacci, pode-se projetar uma expansão inicial de 161,8 de Fibonacci, do ponto inicial, ou seja, a onda 1 de Elliott. Caso o ativo venha a buscar esse objetivo de 161,8%, estará caracterizada a onda 3 de Elliott.
Outros níveis de expansão de Fibonacci usados com freqüência são os de 261,8% e 423,6%. Acima disso fica muito esticada a projeção e muitos traders deixam de usar, mas não que não se encaixam no cenário. Além disso, os níveis de retração são pouco utilizados, mas também surti efeito positivo. Por exemplo, o nível de 138,2%, 150% ou 238,2% são usados mais no caso do trader precisar ou querer um objetivo mais curto e conseqüentemente mais plausível, e com isso aumentar seu índice de Risco/Retorno.
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| ITAU4 - Itaubanco PN - Diário |
O gráfico acima mostra as oscilações no preço das ações preferenciais do banco Itaú, do dia 28 de Março de 2008, e tem-se marcado em 1 o fundo, em 2 o movimento de alta e em 3 o movimento corretivo. Caracterizou-se um pivô de alta e foi projetado o nível de 161,8% de Fibonacci e pôde se perceber o cumprimento, marcado com o número 4 o fim da onda 3 de Elliott.
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| CESP6 - Cesp PNB - Diário |
No gráfico acima da Cesp, do dia 04 de Janeiro de 2008, tem-se marcado em 1 o topo, em 2 movimento corretivo de alta, e em 3 a confirmação do pivô de baixa. Percebe-se que, no meio da onda 3 de Elliott, especificamente no dia 24 de Março, houve o leilão das ações da companhia, que por sinal foi um fracasso, e desencadeou todo um movimento especulativo devido a privatização da companhia. Percebe-se que, todo o movimento especulativo praticamente dissipou-se no nível de 261,8% de Fibonacci.
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| IBOV - Índice Bovespa - Diário |
No gráfico acima do índice Bovespa, do dia 19 de Julho de 2007, tem-se marcado em 1 o topo, em 2 o movimento corretivo e em 3, a caracterização do pivô de baixa. A continuação do movimento de baixa se deu até a expansão de Fibonacci de 423,6%, coincidindo com a mínima de um martelo (hammer) para daí reverter a tendência.
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| BNCA3 - Nossa Caixa ON - Diário |
No gráfico acima do banco Nossa Caixa, do dia 16 de Abril de 2008, tem-se um modelo um pouco diferente. O ativo não chegou a ter um pivô de confirmação forte, ou seja, da onda principal. O fato é o seguinte: No dia 21 de Maio de 2008, depois do fechamento do pregão, foi liberado uma nota sobre a intenção de compra do banco Nossa Caixa pelo o banco do Brasil. Como era de se esperar, o dia seguinte foi de euforia e abriu-se em GAP o ativo. O interessante é que abriu na região de 261,8% de Fibonacci, e depois da confirmação da compra efetivamente, o ativo chegou a bater a projeção de 423,6% de Fibonacci.
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| KLBN4 - Klabin S/A PN - Diário |
No gráfico acima da Klabin S/A., do dia 17 de Julho de 2007, tem-se em 1 o topo e o início do movimento baixista. Em 2 tem-se uma pausa do movimento de baixa e uma retomada da alta, uma correção que durou até o ponto 3, onde se caracterizou um pivô de baixa, e assim tendo continuação do movimento de baixa, até atingir a região de 138,2% de expansão de Fibonacci.
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| BTOW3 - B2w Varejo On – Diário |
No gráfico acima da B2w, do dia 05 de Março de 2008, tem-se em 1 o topo, em 2 o fim ou a pausa do movimento de baixa, e em 3 a caracterização de um pivô de baixa. O ativo retomou a o movimento baixista, respeitando assim a média móvel de 25 exponencial, marcado em amarelo tracejado no gráfico e buscou a região de 150% de Fibonacci.
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