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quarta-feira, 30 de março de 2011

Tipos de gráficos: Candlestick, Barras e Linhas

O conceito por trás do gráfico seria o da representação dos movimentos dos preços de um ativo financeiro através do tempo. Dessa maneira, o gráfico das ações representa nada mais que o tempo e o preço. O gráfico representa todos os preços negociados no período analisado. 

Preço diário IBOVESPA calculado de julho de 2007 a fevereiro de 2008.

No gráfico acima, tem-se a formação de um gráfico diário, onde cada barra representa um dia inteiro de negociação das ações da Vale.

Escolhendo um gráfico diário, estaremos observando o comportamento do ativo no período de um dia. Se escolhêssemos 15 minutos como período de tempo, então entraríamos em um prazo de tempo mais curto, observando o ciclo mais imediato da ação. Olhando um gráfico mensal estaríamos observando o ciclo de longuíssimo prazo desta ação.

O gráfico em particular, que foi exposto está cotado em barras, mas temos vários outros tipos de gráficos que podem ser analisados também, como por exemplo:

1 – Gráfico em linha

 No gráfico de linha levam-se em conta apenas os preços de fechamento do pregão, ou seja, unem-se dois pontos de fechamento. Grande parte dos analistas de mercado que usa o gráfico de linha acredita que, os preços do fim do pregão são essenciais para o mercado e ditam a abertura do dia seguinte. Por conseguinte, o mais importante.

Exemplo de gráfico de linha.

2 – Gráfico de barras

 O gráfico de barras tem esse nome devido ao fato de que, em um gráfico diário, por um período de um dia de movimentacao do preço do ativo é representado por uma barra vertical. 

Abaixo observa-se que os a barra vertical possui algumas características, como a sinalização dos preços relativos ao preco de abertura, fechamento, máximo e mínimo do pregão.

Componentes do gráfico de barras

3 - Candelabro Japonês (Candlestick)

O gráfico de velas como é também chamado, foi o pai do gráfico de barra e se diferencia  exclusivamente por peculiaridades na apresentacao dos preços referenciais em um gráfico. De fato, sao parecidos com os gráficos de barras e o teu uso é mais um ponto de escolha da parte de quer for usar. 

O candlestick é fácil e nao é preciso efetuar qualquer cálculo. Cada vela (candelabro) tranveste-se de um período como uma hora, um dia, um mes, etc. de tal ativo. 

Exemplo de gráfico de candles.

Exemplo de gráfico de candles. Como se pode observar abaixo, no candelabro japonês temos o candle preenchido e o candle sem preenchimentos, onde o branco representa um movimento de alta, ou seja, onde o fechamento do período foi acima de seu preço de abertura, e o candle negro corresponde a um período de baixa, onde o fechamento do preço foi abaixo do preço de abertura do período correspondente. 


Candelabro Japonês (Candlestick)


Perfis e tipos de investidores - Investidor Técnico, Especulador e Gambler

Geralmente a utilização de gráficos está direcionada, ou atinge mais os investidores de curto prazo, ou seja, àqueles cujo propósito da aquisição de certo ativo não é motivado pelo fato de torná-lo sócio de certa empresa, mas sim, que retirar algum lucro da movimentação de seu ativo. 
Este investidor não permanece muito tempo posicionado, ele tende a ficar com seu ativo até o momento em que o gráfico o manda vender. Neste tipo de situação podemos ter operações que duram apenas alguns minutos e outras de dois ou três dias ou até semanas.
No mercado de capitais pode-se encontrar com muita frequência, três tipos de investidores: o investidor, o especulador e o jogador ou gambler. Com exceção do investidor, os outros se aproveitam da leitura gráfica para tomar suas decisões. 
1.1 Investidor: o investidor está interessado em ser sócio da empresa de que ele está comprando ações. Ele compra as ações pensando realmente em ser sócio da empresa, com o objetivo que essas ações façam parte de seu patrimônio. 
 O investidor utiliza como metodologia para tomar as suas decisões a análise fundamentalista. Essa metodologia utiliza a análise do balanço da empresa, a situação do mercado que a empresa atua para avaliar a possibilidade de crescimento da receita e do lucro respectivo em um período mais longo de tempo, geralmente medido em anos. Essa situação favorável deve fazer com que o preço das ações suba neste prazo maior. O investidor não se interessa nas movimentações de preço no curto prazo.  
1.2 Trader/Especulador: o trader está interessado em aproveitar as movimentações dos preços para auferir lucros em um prazo menor de tempo e não está interessado em ser sócio da empresa na qual ele compra as ações. 
 Na verdade, esse sujeito preocupa-se em entender o comportamento dos preços no mercado para fazer as suas compras e vendas nos momentos apropriados, sendo que essas operações podem durar de segundos até meses.
O especulador utiliza a análise técnica ou qualquer metodologia que facilite o entendimento das variações nos preços. 
 No nosso país, o especulador é visto como um sujeito malvado, responsável por todas as crises econômicas. Na verdade o especulador está na base de todo o sistema capitalista, pois é ele que assume os riscos maiores, dando em troca a liquidez necessária ao sistema. Sem o especulador, não existiria o interesse do investidor em comprar ações e capitalizar uma empresa, pois essas ações não seriam fáceis de serem transformadas em dinheiro. 
 Nenhum especulador tem a capacidade de produzir uma crise. No máximo, ele pode acelerá-la. De qualquer maneira, é importante notar que o trader não considera uma ação específica como parte de seu patrimônio. O investidor é o sujeito que compra um imóvel para alugar e ter o seu rendimento do investimento através do aluguel.  O especulador é o sujeito que compra o imóvel por achar que o preço está muito depreciado, para revendê-lo em seguida, auferindo um lucro.
1.3 Gambler: de 70 a 80% do mercado é formado por esse tipo de operador. É um sujeito que está no mercado para ser um jogador. Ele não trata o mercado de forma séria, e não tem nenhum tipo de metodologia. Na verdade, a metodologia utilizada por ele é o achismo”. 
 Ele compra um papel porque acha que vai subir. É o tipo de operador que perde consistentemente, mas não para de apostar até perder o último centavo do seu capital, pois acaba se viciando no mercado, que ele trata como um jogo de azar. Eventualmente ganha uma boa quantia, mas acaba entregando tudo o que ganhou de volta ao mercado em pouco tempo.
Como se pode perceber, a metodologia é um dos pontos chaves para se operar no mercado, e mesmo assim a grande maioria dos “investidores” insistem em usar como metodologia apenas suas previsões emocionais, o que geralmente os leva ao fracasso.
Como no mercado financeiro sempre é necessária que haja duas pontas, ou seja, uma vencedora e outra perdedora, esses tipos de investidores acabam sendo essenciais para o bom funcionamento do mercado de capitais e para sua liquidez, uma vez que o mercado de capitais é, necessariamente, um jogo de soma zero, ou seja, se você ganhou é porque alguém perdeu.

Médias Móveis

Médias móveis nada mais são do que o próprio nome indica: média dos preços de um determinado número de períodos que se deslocam no espaço/tempo. Tal deslocamento decorre do fato de que a todo instante há a entrada de novos preços, que seriam as novas negociações e consequentemente a saída dos preços mais velhos.

Sem dúvidas, a vantagem mais marcante das médias móveis é o amortecimento dos ruídos, discrepâncias, disparidades no gráfico dos preços, decorrendo dai o fato de facilitar a leitura do gráfico e a estimação das tendências.

As médias móveis certamente também possuem desvantagens, pois acompanha o gráfico de preços com algum atraso (delay). O que é frequente de ocorrer é que, o preço já reverteu, mas a média não, no entanto esse atraso pode ser minimizado com a diminuição do período da média móvel.

Utilização das médias móveis no gráfico.

 O cruzamento de duas médias móveis de períodos diferentes - normalmente uma de periodo longo e outra de período curto - pode ser utilizado como uma regra, sinal  de compra ou de venda.

Quando a média móvel de menor período cruzar a média móvel de maior período de baixo para cima  é um sinal de compra. O sinal de venda, analogamente, aparece quando a média móvel de menor período cruzar a média móvel de maior período de cima para baixo.

A regra de cruzamento de duas médias móveis, apesar de minimizar o problema de “falsos” cruzamentos, apresenta uma grande desvantagem que é o atraso dos próprios cruzamentos. A média móvel “anda” mais devagar que o preço e, por conseguinte, sinalizará a compra ou a venda com atraso, diminuindo a chance de embarcar no início da tendência.

Indicador Trix

Como um indicador de momentum o Trix tem sua formação baseada em médias móveis que procuram suavizar os dados. Este estudo foi desenvolvido por Jonh Hutson. Sua grande particularidade é que ele usa três médias móveis, as quais são aplicadas uma sobre a outra a fim de suavizar algumas discrepâncias desnecessárias. Desta forma o oscilador Trix pode ser usado como um oscilador de seguimento de tendência.
Freqüentemente o Trix é utilizado com o auxílio de mais uma média móvel de 4 períodos, para que se possa dar definições nos cruzamentos, ou seja, para que os momentos de compra e venda sejam definidos com mais clareza.
Como se pode verificar na figura abaixo, sempre que o Trix (linha azul) cruza a média móvel (linha vermelha), de baixo para cima, temos um ponto de compra, e quando o inverso acontece, ou seja, quando o Trix cruza a média móvel de cima para baixo temos um momento de venda. Desta forma, com o auxílio de mais alguns indicadores, pode-se definir os momentos exatos de entrada e saída de qualquer posição. 
Interpretação do indicador TRIX no gráfico de preços
O grande diferencial do Trix, é o fato dele possuir suas médias suavizadas, e por esse motivo, emite sinais mais consistentes para o investidor, ao contrário de outros indicadores que fornecem muitos sinais falsos ou sem consistência.

Retângulo Áureo ou Retângulo de Ouro

Chama-se retângulo áureo (ou retângulo de ouro) um retângulo ABCD com a seguinte propriedade: se o dividirmos em um quadrado e em um outro retângulo, o novo retângulo será semelhante ao original. 

Retângulo Áureo


Sendo a e b as dimensões do retângulo original, a definição acima se traduz na relação:
De onde segue que:

Resolvendo as raízes, conforme mostrado no anexo 1, chega-se a uma única raiz positiva de valor 1,618, φ.

As propriedades únicas da razão áurea foram inicialmente consideradas no contexto de uma linha divisória em dois segmentos. Se a linha é dividida de modo que a razão entre o comprimento total para o comprimento do segmento mais longo é o mesmo que a razão entre o comprimento do segmento mais longo para comprimento do segmento mais curto, então esta proporção é a razão áurea. 

O chamado retângulo de ouro pode ser construído a partir destes segmentos de linha, tais que o comprimento de largura é Phi.

Razão Áurea Matemática - Aplicações na Bolsa

Desde quando foi proposta pela primeira vez por Eugene Fama em seu livro “Eficiencia nos mercados de capitais” em 1970 a hipótese de mercado eficiente (HME), a mesma vem sendo testada empiricamente. Existem três condições que precisam ser alcançadas para se chegar a HME

>  Não deve haver custos de transação na negociação dos títulos;

>  Todas as informações devem estar disponíveis para todos os participantes do mercado, sem qualquer custo;

>  Todos devem ter a mesma percepção da implicação da informação para o preço corrente e para a distribuição de probabilidades de preços futuros. 

Essa teoria tem como principais pressupostos: 

a) Que o mercado tem de ser competitivo, ou seja, o preço dos títulos pode flutuar de forma a atingir um equilíbrio que seria a igualdade entre a quantidade ofertada e a demandada

b) Um investidor não pode ter sistematicamente um retorno que, ajustado pelo risco, seja maior que o retorno do mercado; 

c) Toda informação nova deve ser refletida no preço do título, imediatamente ou em um período curto de tempo, o que remete ao conceito de racionalidade do investidor. 

Segundo Eugene Fama ao presumir que os investidores sejam racionais a hipótese de mercado eficiente pressupõe que os preços de todos os ativos refletem exatamente o valor presente do fluxo de caixa futuro gerado para cada ativo. 

Por conseqüência, os investidores processam as novas informações imediatamente após o recebimento dela, reduzindo (elevando) o preço de determinado ativo sempre que a notícia implicar redução (aumento) do fluxo de caixa futuro, sendo que essa redução (aumento) do preço corresponderá exatamente à variação do valor presente do fluxo de caixa futuro esperado. Da mesma forma, se não houver notícia, não haverá alteração no preço de um ativo.

Segundo Torres, Bonomo e Fernandes, em um estudo sobre a aleatoriedade do passeio no mercado brasileiro, uma das hipóteses da HME, os autores concluem que tanto a linearidade quanto a normalidade dos retornos para o mercado brasileiro são rejeitadas, derrubando mais uma vez a HME.

A concepção de lucros extraordinários seria eliminada, uma vez que seja levado em consideração os custos explícitos de transação, como corretagem, taxas e impostos.

Uma das razões mais convincentes para a rejeição da HME afirma Lima em seu livro “Auge e declínio da hipótese dos mercados eficientes” são as freqüentes inovações no sistema financeiro. Quando uma inovação aparece é necessário um tempo razoável para identificar seu efeito nos preços dos ativos. Durante este período de transição, na medida em que mais agentes adotam a inovação, agentes que estão mais familiarizados com ela terão vantagem sobre os retardatários, obtendo lucros pela arbitragem entres os produtos novos e os antigos.

Para Lima a interpretação dinâmica dessa constatação seria que os rendimentos iniciais elevados atraem novos adotantes para o processo de inovação, até que a competição faça desaparecer a vantagem informacional dos primeiros investidores. Tais condições incitam o lançamento de outras inovações tendo em vista a obtenção de novas vantagens informacionais, ou seja:

Em períodos nem muito curtos nem muito longos, este processo envolve o fato de que um rendimento mais elevado que os rendimentos médios... terá uma probabilidade importante de ser seguido por um rendimento em baixa, pela dominação das forças concorrenciais. Em contrapartida, a pressão concorrencial aumenta a probabilidade de inovações que criam novos mercados, nos quais os rendimentos mais elevados podem ser, de novo, realizados. Suscitando aprendizagem, as inovações dão uma memória aos mercados, o que viola o postulado da eficiência (AGLIETTA, 1995, p27 – Macroeconomia Financeira).

 O fato de a HME não ter sido provado empiricamente, e teoricamente tendo um grande campo minado para se atravessar, sugere que, pelo fato principal de os preços não se movimentarem aleatoriamente, existe alguma lei como afirma Prechter, em seu livro “Obras-primas de Elliott. A Coleção Defitiva” em 1994, um comportamento social inerente ao ser humano; algo está sendo deixado para trás.
 
Como Fischer em seu trabalho “Aplicações e estratégias para traders” ressalta, se existe essa lei por trás da natureza humana, e, o mercado de capitais é algo criado pelo ser humano, é natural supor que as mesmas leis que se aplicam à natureza humana se apliquem ao mercado de capitais.

 As leis - assim chamado originalmente por Elliott em seu livro “O princípio da Onda” - existentes na natureza é obra de estudo de muitos anos, remetendo aos primórdios dos tempos.

Pode-se encontrar diversos aspectos comuns na natureza, como no crescimento das plantas, nas proporções do corpo humano e dos animais, nas pinturas renascentistas, nas obras arquitetônicas da Antiguidade Clássica, até a Era Moderna.

Há cerca de 2,5 mil anos esta questão já intrigava os gregos. Euclides (323-285 a.C.), o matemático grego, descreveu em sua Proposição VI, uma maneira de buscar o modo mais harmonioso de “(...) dividir um segmento de reta em média e extrema razão”, ou seja, dividir um segmento de reta em duas partes, de tal modo que a razão entre a menor e maior parte fosse igual à razão entre a maior parte e o segmento total. Tal razão é conhecida como “razão áurea” ou “divina proporção” e é simbolizada pela letra grega φ (fi) que tem o valor de 0,618.

A razão áurea também foi estudada pelo monge Luca Pacioli, de Veneza, que escreveu um tratado “De divina Proportione” (Sobre a proporção divida), em 1509.

O Matemático italiano Leonardo de Pisa, o Fibonacci (1180-1250), em seu livro Líber Abaci (Livro do Ábaco), de 1202, propôs o seguinte problema: Um casal de coelhos torna-se produtivo após dois meses de vida e, a partir de então, produz um novo casal a cada mês. Começando com um único casal de coelhos recém-nascidos, quantos casais existirão ao final de um ano?

Tal problema deu origem a uma seqüência, conhecida como seqüência de fibonacci: 1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144, 233, 377, 610, 987...  Em 1753, o escocês Robert Simsom descobriu que a razão entre dois termos sucessivos quaisquer dessa seqüência tende a φ (0,618) como limite, à medida que se avança mais e mais ao longo da seqüência, como está mostrado na tabela abaixo.

Tabela 1 - Razão entre termos sucessivos da seqüência de Fibonacci

1
/
1
1,000
1
/
2
0,500
2
/
3
0,667
3
/
5
0,600
5
/
8
0,625
8
/
13
0,615
13
/
21
0,619
21
/
34
0,618
34
/
55
0,618
55
/
89
0,618
89
/
144
0,618
144
/
233
0,618
233
/
377
0,618
377
/
610
0,618
610
/
987
0,618
987
/
1597
0,618
1597
/
2584
0,618
2584
/
4181
0,618
4181
/
6765
0,618
6765
/
10946
0,618

Sabe-se hoje que razão áurea está presente na natureza também – na margarida, na semente de girassol, na concha do molusco náutilo; em particular nas proporções do corpo humano. É a mais bela, harmoniosa e agradável proporção entre duas medidas segundo os estudiosos.

terça-feira, 29 de março de 2011

O Indicador MACD: Review

Diversos traders orientam-se, sobretudo, em fundamentos e tendencias do desempenho das companhias para operar no mercado de ações e opções, todavia, esquecem-se que outras variáveis normalmente influenciam no desempenho das ações, tanto no curto quanto no longo prazo.

Resultados além ou aquém do esperado pelo mercado que não foram precificados, crises políticas, variações excessivas nas cotações do óleo bruto e outros fatores não sistêmicos que influenciam no mercado acionário tem a faculdade, mesmo que por prazo curto de tempo, inverter, acelerar ou mesmo estancar tendências de movimento das cotações das ações.

Operar na bolsa sem saber da resultante de algumas variáveis pode acarretar elevado risco inerente aos investimentos em renda variável, porém, com a utilização da análise técnica, por meio de suas mais diversas ferramentas nos dá subsídios para a nossa tomada de decisão.

Moving Average Convergence Divergence

Talvez entre os mais diversos indicadores estatísticos utilizados pelos analistas técnicos,  o MACD ou Moving Average Convergence Divergence, é um dos mais populares indicadores de análise técnica.

O MACD foi moldado por Gerald Appel e é composto por duas linhas: linha de sinal e  linha MACD, que deriva da diferença de duas médias móveis exponenciais, uma curta e outra longa. Da mesma maneira que este indicador revela pontos de reversão de tendência, também pode viabilizar a identificação visual do ativo que foi comprado ou vendido, tornando mais facila a analise e a tomada de decisão para o momento correto de se posicionar e entrar ou sair do mercado.

Utilize o MACD como oscilador

Assim como diversos indicadores como a utilização das médias móveis comuns, os cruzamentos entre a linha de sinal que é a mais lenta das duas linhas, e a linha MACD que é a mais longa, pode-se sinalizar a compra ou a venda do ativo. Portanto, a sinalização de compra dá-se quando a linha MACD cruza para cima a linha de sinal. De maneira analoga, ocorre a sinalização de venda quando a linha MACD cruza para baixo  a linha de sinal.

Essa é a analise mais utilizada do indicador, porem não é a única. O MACD pode funcionar também como um oscilador, por que os valores mensurados pelo indicador oscilam ora acima ora abaixo da linha referencial zero, que é o delineador entre um mercado comprado (bullish) ou vendido (bearish), com a variável volume normalmente usada para a confirmação.

Portanto, quando as linhas (médias longas e curtas) encontram-se acima do referencial, tem-se a sinalização de um mercado comprado, ou seja, o ativo está comprado, e de maneira análoga, quando as médias estão abaixo do referencial, pode-se dizer que o ativo encontra-se vendido. Nessa mesma via, os analistas afirmam que a sinalização mais confiável do MACD para oscilador é aquela que ocorre quando o preço do ativo está relativamente bem abaixo da área vendida, potencializando o retorno e diminuindo o riso.

Divergências no MACD

Tal como é no Índice de Força Relativa (IFR), as divergências entre o MACD e a linha de preços também podem indicar possíveis zonas de reversão da tendência. Logo, quando a divergência no MACD de baixa (bear) ocorre, dá-se o início de um movimento de queda no indicador ao mesmo tempo em que os preços mantêm-se em tendência de alta. Normalmente esse é um bom sinal de começo de tendência de queda.
Do outro lado, quando a linha MACD está abaixo da linha referencial e indica alta, no mesmo tempo que a linha de preços continua sinalizando queda, pode-se ler o mercado como uma possível reversão da tendência de queda para uma nova tendência de alta.

O histograma de MACD

O histograma de MACD permite a visualização da diferença entre a linha MACD e a linha referencial através de barras ou gráfico de área, e, portanto também auxilia o acionista a orientar-se no mercado de valores. Embora o histograma também, quando acima ou abaixo da linha referencial, pode sinalizar venda ou compra, o aspecto mais valorado é, de fato, a visualização da diferença entre as duas médias.

Ou seja, quando o MACD está acima da linha referencial e começar a se aproximar dela, normalmente é uma indicação de que a tendência que ora era de alta está perdendo força. No sentido contrário, quando o histograma do MACD está abaixo da linha referencial e começar a se aproximar dela, a tendência que ora era de queda pode estar perdendo força.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Injeção de heroína de alto grau monetário no sistema financeiro do mundo...

Hoje foi um dia e tanto... O Federal Reserve ficou morrendo de medo, literalmente, dos especuladores e (de tabela) dos robos-traders em Wall Street.
Não sei, mas acho que o Fed está injetando heroína de alto grau monetário no sistema financeiro do mundo, e um dia desses ela vai acabar matando, invariavelmente, o paciente.

Veja:



Abaixo, o gráfico Euro-Dólar horário
Percebam a região entre os 161% e 138%...

Um abraço a todos.
Allana

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Concurso CVM - Material

O concurso público para provimento de 150 vagas será realizado no dia 19 de dezembro.

Para os concurseiros de plantão que estão se preparando para a CVM (comissão de valores mobiliários), vale a pena conferir o material disponibilizado pela apimec.

Ichimoku - O retorno

Pessoas, tudo bem?

Esive fora por um bom tempo pois havia desistido do blog... O mesmo dava mto trabalho, principalmente na parte de formatação de imagens e etc.
Enquanto estive fora esse tempo todo, acabei me especializando no Ichimoku, que sem sombra de dúvidas é o melhor amigo do homem.

Estou preparando um material bem sólido, baseado principalmente nas lições desse canal do youtube que vcs precisam conhecer: sunman4008
Assim que já tiver algum esboço vou publicando aqui.

Abraços aos amigos.

Allana.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Siderúrgicas...

Citi, Goldman Sachs, UBS e Deutsche Bank recomendam siderúrgicas nacionais baseadas em que o nosso mercado é o melhor do mundo!

Além disso, a maioria das corretoras estão com ações da Gerdau, Usiminas etc listadas nas referencias de compra.

Enfim, é bom ficarmos atentos para não perder um possível movimento mais intenso.

Allana.

Manutenção dos juros pelo FED

Por 10 a 1, FED mantém taxa de juros em 2%a.a., mesmo patamar desde abril, onde antes houve sete cortes consecutivos.

O que me chama a atenção é que, mesmo com a fragilidade do setor financeiro, o FED sinalizou um possível aumento da taxa de juros.

Por um lado eu entendo, visto que a confiança do consumidor vem aumentando, já pelo segundo mês consecutivo.

Uma coisa é certa, a inflação tem pressionado sem dúvidas a economia norte americana.

Acredito que, com tudo isso, os EUA deve ter uma leve melhora na economia em um prazo maior de tempo.

Allana.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Economia - Rapidinhas

IGP-M registra deflação de 0,12% na segunda prévia do mês... forca da inflação aponta fraqueza. Com isso, podemos ter um final da expectativa de trajetória de alta da taxa de juros, exemplo selic, logo mais, próximo do fim do ano.

O risco Brasil manteve-se estável em 240.

Superavit primário mais forte para o governo dada a alta arrecadação de impostos não esperada, diminuindo o déficit de transação corrente. Uma pena é que essa grana extra irá toda para o fundo soberano... Poderia ser usado de maneiras muito melhores como abatimento de dívidas.

Ibovespa teve a maior alta do mes, 3,24%, com recomendações gerais de bancos, corretoras, etc, e com o investimento voltando, no caso de pessoas mais avessas ao risco, fez com que o dolar caisse e fechasse a 1.6186.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Problemas...

Amigos, bom dia!

Estive fora por alguns problemas como o bloquei do blog pelo Google. Não sei o que ocorreu, mas parece que os robos do blogger indentificaram esse blog como blog spam... Enfim, me parece que a situação está resolvida.
Peço desculpas a todos, e logo mais teremos novidades!

Um grande abraço a todos, All.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Manutenção dos juros pelo FED...

O FED, banco central dos EUA havia cortado a taxa de juros antes para baratear o acesso ao credito das famílias principalmente, para tentar contornar a dificuldade e facilitar o crédito dada a crise hipotecária.

Outra vez o FED resolveu manter a taxa no mesmo patamar, 2%. Pergunto-me se, pelo fato de um corte na taxa de juros principal demorarem em se endereçar ao publico certo ele resolveu esperar ou se, na visão deles o crédito já está barato.
Tivemos uma pequena leve no nível de desemprego da economia, medida pelo unploymente rate, que sozinha não quer dizer muita coisa, mas temos a inflação a nível mundial que vem assustando as economias por causa das commodities.

No governo de Bush, foi aprovado recentemente um pacote de devolução dos impostos a fim de tentar aumentar a renda disponível das famílias, isto é, tudo aquilo que elas recebem menos os impostos. Mas temos casos bem sucedidos da demonstração da hipótese da renda permanente de Friedman que diz que, mesmo com um corte nos impostos, não se eleva o consumo, pois é de se pensar que: Menos impostos hoje, mais impostos amanhã... Isso é óbvio, o governo precisa pagar a conta, e como se lê por ai, não existe almoço de graça.

Ainda sobre a hipótese da renda permanente de Friedman, tem muitos que alegam que, como esse ônus fiscal ficará para geração futura provavelmente, esse tipo de pacote de devolução dos impostos afetaria sim a economia e o nível de consumo. Segundo outra hipótese, Barro - Ricardo, o mesmo afirma que, mesmo deixando esse ônus para geração futura, não afetaria a economia, pois a geração futura seriam seus filhos, seus netos... rs. Divagações.

Mas realmente parece que o governo dos EUA está tranqüilo com a situação e isso deve acalmar os mercados, pelo menos momentaneamente, até vir um índice e provar estarem errados... ou de fato, certos.

Abraços, All.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Bem vindos!

Bom pessoal, gostaria de tornar público o conhecimento que venho adquirindo há algum tempo e também de usar esse espaço como um diário virtual, onde planejo postar minhas operações, algumas frases de impacto e enfim... Poder criar um canal de comunicação e apredizado para todos nós.

Sejam bem vindos e voltem sempre! Ah, e chamem a todos...

Um abraço a todos, All.