quinta-feira, 31 de março de 2011

Teoria de Dow - Base da Análise Técnica - Princípios

A Teoria de Dow nos ensina que as oscilações de mercado elucubram uma tendência da atmosfera de negócios, podendo ser de alta ou de baixa. O elemento tratado nessa teoria é a determinação das mudanças nos movimentos primários, secundários ou terciários dos mercados.
Charles Henry Dow desenvolveu-a nos fins do século XIX e que acabou tornando-se a base de toda a Análise Técnica contemporânea.
Os principais tópicos da Teoria de Dow são:

  • Os índices absorvem tudo: para Chales Dow, os índices das ações, como é o caso do Índice Bovespa, acabam precificando tudo, quer dizer, todos os acontecimentos já foram incorporados pelos índices.

  • As tendências primárias são repartidas em três etapas: No mercado altista (bullish), a primeira etapa recebe o nome de etapa de acumulação, em geral onde os investidores bem cientificados entram no mercado, seguida pela etapa de alta sensível, onde os investidores ditos seguidores entram no mercado, e finalmente a fase da euforia, onde os investidores bem cientificados saem do mercado.
    Após a alta é iniciada a baixa, ocorre a reversão da tendência do mercado. Iniciam-se as três etapas baixistas (bearish). Esta etapa, composta, em primeiro momento pela distribuição, onde os investidores bem cientificados vendem.  Segue-se a etapa de pânico, onde os investidores, ditos seguidores, dão início as vendas. A última etapa, de queda branda, indica que o movimento de baixa está perdendo força.

  • As reversões precisam ser aprovadas: diz que, uma reversão de mercado esta em curso, somente quando aprovada por outros índices ou indicadores de mercado.

  • O volume segue a tendência: este princípio da Teoria de Dow assegura que, o volume negociado deve seguir a tendência em andamento.

  • A tendência persiste até a adesão contrária: neste princípio a tendência de alta só poderá ser considerada extinta, se após uma sucessão de topos e vales superiores, apresentar uma falha. Na tendência de baixa ocorre de modo inverso. É analogo ao conceito de pivô

Segundo Martin Pring, em seu livro “Analise técnica explanada”, de 1980, “os preços refletem o julgamento agregado e a emoção dos participantes do mercado acionário, ambos sobre preços correntes e potenciais”.
A coragem dos agentes de mercado conjectura a interação dada pela oferta e demanda de ativos, tal como é em qualquer mercado de capital.

Canal de tendência de alta, de baixa e lateral.

Na análise técnica, canal de tendência é o termo empregado para determinar, no gráfico, quando se pode desenhar uma reta aproximadamente paralela à linha de tendência por dois máximos (no caso de alta), ou dois mínimos (no caso de baixa). Genericamente, o canal de tendência sugere um movimento futuro provável da ação no caso de alta ou baixa.
No gráfico abaixo se tem o índice Bovespa, do início de 2004 até 2008, um canal de alta de longo prazo, em cinza. Caracteriza um canal de tendência quando há pelo menos dois toques na linha de tendência. Então é traçado uma linha paralela unindo a outra banda do canal de tendência.
IBOV - Índice Bovespa - Semanal
No caso de uma violação da banda inferior desse canal de alta, por exemplo, é caracterizado o fim dessa tendência. Conforme ensinamentos da teoria de Dow, esse canal de longo prazo tem outros canais dentro, de tendências mais curtas, podendo ter o sentindo inverso do canal de maior prazo. Logo, o rompimento de um canal de tendência, declara fim à tendência respectiva ao tempo associada.

Pivô de Alta, Pivô de Baixa, Pivot

Tendo visto que o mercado se movimenta em ondas, e a cada onda impulsiva tem-se em seguida uma onda corretiva, no caso dessa onda corretiva se comportar como prevê o modelo de retração de Fibonacci, tem nesse ponto o chamado pivô.

Na verdade o conceito de pivô se estende um pouco mais que isso. O conceito de pivô de alta é nada mais que um fundo ou correção superior ao fundo anterior. No caso de pivô de baixa, o mesmo conceito se aplica, porém de maneira oposta, ou seja, um pivô de baixa é um topo ou correção da onda impulsiva de baixa descendente, inferior ao anterior.
Pivô de Alta e de Baixa
PIVÔ DE ALTA

Quando as cotações caem e voltam a subir. Nesse ponto tem-se um vale ou fundo. Então se marca o ponto 1. Após algum tempo de alta, o ativo resolve cair, formando um cume ou topo. Então se marca o ponto 2. Esta queda não pode vir abaixo do ponto 1. Quando o ativo subir fica determinado ai ponto 3. Este ponto 3 é um fundo mais alto ou igual ao que o formado na definição do ponto 1. As cotações do ativo subindo e superando o topo anterior, ponto 2, tem-se ai a confirmação do pivô de alta.



PIVÔ DE BAIXA

Quando as cotações sobem e voltam a cair. Nesse ponto tem-se um cume ou topo. Então se marca o ponto 1. Após algum tempo de baixa, o ativo resolve subir, formando um vale ou fundo. Então se marca o ponto 2. Esta alta não pode vir acima do ponto 1. Quando o ativo cair fica determinado ai o ponto 3. Este ponto 3 é um topo mais descendente ou igual ao que o formado na definição do ponto 1. As cotações do ativo caindo e superando o fundo anterior, ponto 2, tem-se ai a confirmação do pivô de baixa.

Candlestick ou Candles e seus padrões na bolsa

No século 17 o povo japonês desenvolveu um artifício de análise técnica para avaliar os preços de contratos futuros do arroz. O arroz era a prosperidade e os fazendeiros de todo o país podiam enviar sacas do grão que eram armazenadas em celeiros, que, em permuta, ganhavam uma cédula representativa do valor, o qual poderia ser comercializado a qualquer momento.
Candlestick é como é chamado uma artimanha de análise gráfica do mercado, criada no Japão por volta do centenário 18, nas velhas bolsas de arroz de Osaka.
É o nome ocidentalizado (em inglês), pelo qual esta artimanha se revolveu conhecida no planeta inteiro, foi criado pelo norte-americano Steve Nison, investidor de Wall Street.
O termo Candlestick (candelabro em inglês) se deve ao fato dos dados gráficos empregados na representação dos preços exercidos pelo mercado remeterem velas, disseminadas sobre a área do gráfico.
A apreciação se perpetra através da dedução de "figuras" desenvolvidas pelos "candles" (velas) em algum ponto da tendência de mercado. Confere-se a Munehisa Honma o maturação desta técnica de análise.
O Gráfico com Candlestick, exclusivamente, já é uma ótima ferramenta de leitura de preços. Não obstante, pode ser combinada com diferentes técnicas ocidentais de analise gráficas, instituindo-se assim uma sinergia entre várias metodologias.
Certos padrões desenvolvidos pelos preços quando vistos sob a luz dos Candles, podem nos contar quando o mercado está embarcando em acumulação, ou nos dão os rastros para notarmos um movimento que o mercado está por improvisar. Resumindo, os Candlesticks nos apresenta uma intensa visão dos movimentos dos preços.
 Para compreendermos essa artimanha, temos que entender o desenvolvimento dos corpos das figuras de Candles. A diferença entre a abertura e o fechamento forma a caixote que chamamos de Corpo Verdadeiro do Candle, um corpo escuro que dizer que o fechamento ocorreu abaixo do preço de abertura, e um corpo claro, quer dizer que o fechamento foi acima da abertura. Diversas vezes, o que se vê são linhas ampliadas acima e abaixo do corpo verdadeiro, o que se costuma chamar de sombras, essas linhas ampliadas acabam por representar o preço máximo e o preço mínimo que os preços chegaram na formação daquela figura.
O investidor que quiser ser um campeão nos mercados de capitais, no sentido de sobreviver ter ganhos consistentes e acima da média a longo prazo, precisa aprender a perceber as mensagens desses sinais por meio dos gráficos.
Os gráficos, sem duvidas, são as melhores ferramentas que estão disponíveis para que possamos ler os sinais dos preços.

Candlestick
 
O gráfico com candles é distribuído em  duas partes: corpo e sombras. O corpo é a parte entre a abertura e o fechamento (parte mais larga da figura acima).

No decorrer do desenvolvimento, pode ser que o preco de abertura seja inferior ao fechamento (um dia de alta). Nesse cenário, o corpo verdadeiro do candle recebe, por exemplo, a cor branca. Caso o preco de fechamento seja inferior ao preco da abertura (um dia de queda) o corpo verdade pode receber outra cor, por exemplo, a cor preta. Dessa maneira, como se observa na figura acima, em um dia de alta, a abertura fixa a parte inferior do corpo verdadeiro do candle e, analogamente, em um dia de queda, a abertura fixa a parte superior do candle.

Existe, porém, uma categoria de candles que não tem corpo verdadeiro. São chamados de doji, que é a formação gráfica que ocorre quando o preço de abertura e o preço de fechamento acabam por coincidir.

 Para Alexander Elder, em seu livro “Como se transformar em um operador e investidor de sucesso”, de 2004, o preço de abertura de um candle sinaliza a opinião valorada pelos leigos (dummies). O preço de fechamento de um candle, normalmente reflete o desempenho dos traders profissionais, que analisam o mercado durante o dia, rebatem às modificações e viram-se muito ativos, especialmente no final do pregão e próximo do fechamento.

A máxima de cada candle simula a força máxima dos compradores naquele momento, isto é, a fronteira até onde suas compras empurraram o preço para cima até toparem na resistência proporcionada pelos vendedores.

A mínima de cada candle simula a força máxima dos vendedores em um momento específico, isto é, a fronteira até onde suas vendas empurraram o preço para baixo até toparem no suporte proporcionado pelos compradores.

A extensão entre a máxima e a mínima de um candle qualquer mostrar a veemência do conflito entre compradores e vendedores. Um candle de dimensão média determina um mercado relativamente tranquilo. Um candle de tamanhos de apenas a metade do clandle de tamanho médio determiona um mercado sonolento e abnegativo. Um candle qualquer que acaba por ser o dobro do tamanho do candle de corpo médio revela um mercado em fervura, onde compradores e vendedores combatem em todas as ocasiões.

O gráfico abaixo é um gráfico representado em forma de Candlesticks.

IBOV - Índice Bovespa – Diário
 
 Segundo a teoria de Dow as tendências devem seguir até que se tenha uma indicação contrária. Com base neste princípio, observou-se que determinadas formações de candles são indicadores (em via de regra) de uma confirmação ou reversão de tendência. Tal indicação de tendência é cometida por combinações de figuras de Candlestick, o que usualmente é chamado de padrões.

A figura abaixo mostra algumas formações mais comuns de candles e seus significados:

Padões Comuns de Candles
 
Do gráfico acima pode-se observar exemplos de:

  • Padrões de baixa
  • Padrões de alta
  • Padrões de reversão de tendência.


Considerações sobre algumas figuras:

  • Hammer (Martelo): Concebe uma figura de alta. É identificado como um corpo nanico branco com uma sombra que aproxima-se de ser 2 vezes maior que o seu próprio corpo. Um martelo é percebido como um corpo verdadeiro nanico (isto é, uma extensão pequena entre o preço de abertura e o preço de fechamento) e por uma sombra bastante extensa , isto é, o preço mínimo é muito abaixo do preço de  abertura. Esse cenário pode ser interpretado como uma diminuição na tendência de baixa.

  • Piercing Line: Linha da perfuração. Simula uma figura altista. O segundo candle tem o preco de abertura abaixo do preço de mínimo do candle anterior, porém, seu preço de fechamento fica acima do centro do corpo, sem extrapolar o topo. Espera-se, neste cenario, que o mercado está por iniciar um movimento altista.
  • Engolfo de Alta: Este padrão é fortemente altista caso ocorra depois de um movimento de queda significativo (isto é, atua como uma avaliação do padrão da reversão).
  • Shooting Star – Indica mercado baixista. O comércio vinha num movimento de alta e de repente, no dia em questão faz um topo mais alto, porem perde força e o preço de fechamento fica igual ao preço de abertura.
  • Engolfo de Baixa: Este padrão é inverso ao Engolfo de alta.

  • Doji Star: Adverte uma alteração na tendência de alta. O mercado emanava força para continuar subindo de forma gradual e, abruptamente, exibe indecisão e carência de confiança na continuação do movimento. Um preço de abertura no dia seguinte abaixo do preço mínimo do Doji normalmente significa reversão.

Fibonacci: Expansao, Retracao. Análise Técnica - Bolsa de Valores - Mercado de Capitais

Fibonacci nos Mercados
 
O aproveitamento do conhecimento discorrido até agora no mercado se dará de forma agregada, ou seja, tentará se utilizar de todos ao mesmo tempo para comprovar a eficácia da análise técnica e a sua coerência entre si, com por exemplo o uso de Candles, de médias móveis e das ondas de Elliott.

Retracao de Fibonacci nos Mercados
 
Terminação usada na análise técnica que se alude a expectativa de que o preço de um ativo financeiro recue numa grande proporção do movimento original deparando-se com o suporte ou a resistência nos pontos de Fibonacci antes que ele continue na direção original.
Esses níveis são cunhados desenhando uma linha entre dois pontos extremados e logo dividindo a distância vertical pelas proporções de Fibonacci de 23,6%, 38,2%, 50%, 61,8% e 100%. As proporções mais corriqueiras são as de 61,8% e seu complemento, 38,2%.
A retração de Fibonacci é um utensílio muito conhecido, usado por muitos traders especialistas para auxiliar a identificar níveis estratégicos de operações, objetivos de preços ou de perdas e/ou lucros (stop loss - stop profit).
A noção de Retração de Fibonacci é usada em muitos indicadores como, principalmente, a teoria das Ondas de Elliott e os próprios Candles.
O gráfico abaixo mostra o índice Bovespa, na periodicidade diária, ou seja, cada candle é um dia de negociação, de Janeiro à Maio de 2008.

IBOV - Índice Bovespa - Diário
Os pontos 1 e 2 foram utilizados para marcar uma possível onda 1 de Elliott, e como se esperava, o índice corrigiu até a região de 38,2%, a marcação 3 no gráfico. Esse tipo de movimento na análise técnica é conhecido como pivô de alta. Nota-se ainda que, no ponto 3 onde o candle testa a região de 38,2%, a formação do candle é hammer, quase um doji, ambos de fim de tendência e reversão.

Então depois de respeitar a região de 38,2%, seguiu firme até a região de 161,8%, ou seja, a projeção de Fibonacci de 61,8% do movimento de alta denotado por 1 e 2.

Esse tipo de análise é conhecida por retração de Fibonacci. A cada onda de alta, espera-se uma correção ou em 61,8% ou em 38,2%. O oposto é válido também, ou seja, a cada onda de baixa, espera-se uma correção de alta em torno de 38,2% ou 61,2%.

ABYA3 - Abyara ON - Semanal
 
O gráfico acima mostra o comportamento da Abyara, onde teve-se um movimento corretivo iniciado no dia 02 de Julho de 2007 e o comprimento da onda 1, ou seja, 100%, teve uma correção positiva em 38,2%, que se pode entender como uma realização de lucros, e então teve o movimento mais intenso, chegando à 161,8%, ou a onda 3 de Elliott. Percebe-se no cumprimento de 161,8% da correção, teve-se um candle de indecisão, sinalizando uma possível reversão de tendência, que não foi respeitada.

GOAU4 - Gerdau Met PN – Mensal
 
No gráfico acima referente à Gerdau Met, tem-se o cumprimento da onda 1 de Elliott, com uma correção de 38,2% do movimento de alta, para acumular forças e alcançar o objetivo da onda 3, que seria 161,8% sinalizado no gráfico. Percebe-se um cumprimento quase que milimétrico, ficando bastante evidente pontos de ótima entrada no ativo.

PETR4 - Petrobrás PN - Intraday - 60 minutos
 
No gráfico acima, tem-se a Petrobras no dia 28 de Agosto de 2008, teve-se no momento da abertura até as 13:00 horas o fim da onda 1 corretiva, e teve-se uma correção de 61,8%, marcado em amarelo no gráfico, coincidindo com um candle de reversão, o hammer ou martelo invertido. Mais uma vez teve-se uma ótima oportunidade de entrada, nesse caso, uma operação de venda no ativo, de um pouco mais de 1% em um pouco mais de 1 hora de mercado.

USIM5 - Usiminas PNA - Intraday - 15 minutos
O gráfico acima refere-se ao ativo Usiminas, na periodicidade de 15 minutos, do dia 27 de Agosto de 2008, após abrir o dia em GAP, o ativo teve uma queda de aproximadamente 1 hora, ou os 4 primeiro candles, preenchendo assim o buraco de negociações, e logo em seguida recuperou-se e inverteu a tendência, para cima agora. Nesse movimento traçou-se a onda 1, ou os 100%, e projetou-se a retração de 61,8%, e em amarelo, no gráfico, como pode ser visto, ouve o cumprimento do movimento corretivo, com um candle do tipo hammer ou martelo invertido sinalizando reversão de tendência. Mais uma vez tem-se uma ótima oportunidade de entrado no ativo, e ainda projetou-se a região de 261,8% que foi cumprida no dia seguinte, após abertura em GAP e o preenchimento do mesmo.

Nota-se que nesse tipo de estratégia de mercado, tem-se diversas vezes o cumprimento quase que milimétrico, possibilitando assim um gerenciamento de capital mais rigoroso e um controle de estope mais curto. Com isso, abre-se um leque de oportunidades de compra e venda no mercado, independentemente da periodicidade analisada, trabalhando assim com um Risco/Retorno (Risc/Reward) muito mais elevado, ou seja, diminui-se o risco e aumenta o retorno, possibilitando um maior rendimento e sobrevivência no longo prazo, com ganhos acima da média do mercado.

Expansão de Fibonacci nos Mercados

 
As expansões de Fibonacci são na verdade um complemento à retração de Fibonacci, como já visto anteriormente, e servem basicamente para projetar possíveis objetivos para o ativo assim como regiões de suporte e resistência.

Quando se confirma um pivô de alta ou baixa, sob uma resistência ou suporte nos níveis da retração de Fibonacci, pode-se projetar uma expansão inicial de 161,8 de Fibonacci, do ponto inicial, ou seja, a onda 1 de Elliott. Caso o ativo venha a buscar esse objetivo de 161,8%, estará caracterizada a onda 3 de Elliott.

Outros níveis de expansão de Fibonacci usados com freqüência são os de 261,8% e 423,6%. Acima disso fica muito esticada a projeção e muitos traders deixam de usar, mas não que não se encaixam no cenário. Além disso, os níveis de retração são pouco utilizados, mas também surti efeito positivo. Por exemplo, o nível de 138,2%, 150% ou 238,2% são usados mais no caso do trader precisar ou querer um objetivo mais curto e conseqüentemente mais plausível, e com isso aumentar seu índice de Risco/Retorno.

ITAU4 - Itaubanco PN - Diário
O gráfico acima mostra as oscilações no preço das ações preferenciais do banco Itaú, do dia 28 de Março de 2008, e tem-se marcado em 1 o fundo, em 2 o movimento de alta e em 3 o movimento corretivo. Caracterizou-se um pivô de alta e foi projetado o nível de 161,8% de Fibonacci e pôde se perceber o cumprimento, marcado com o número 4 o fim da onda 3 de Elliott.

CESP6 - Cesp PNB - Diário
 
No gráfico acima da Cesp, do dia 04 de Janeiro de 2008, tem-se marcado em 1 o topo, em 2 movimento corretivo de alta, e em 3 a confirmação do pivô de baixa. Percebe-se que, no meio da onda 3 de Elliott, especificamente no dia 24 de Março, houve o leilão das ações da companhia, que por sinal foi um fracasso, e desencadeou todo um movimento especulativo devido a privatização da companhia. Percebe-se que, todo o movimento especulativo praticamente dissipou-se no nível de 261,8% de Fibonacci.

IBOV - Índice Bovespa - Diário
 
No gráfico acima do índice Bovespa, do dia 19 de Julho de 2007, tem-se marcado em 1 o topo, em 2 o movimento corretivo e em 3, a caracterização do pivô de baixa. A continuação do movimento de baixa se deu até a expansão de Fibonacci de 423,6%, coincidindo com a mínima de um martelo (hammer) para daí reverter a tendência.

BNCA3 - Nossa Caixa ON - Diário
No gráfico acima do banco Nossa Caixa, do dia 16 de Abril de 2008, tem-se um modelo um pouco diferente. O ativo não chegou a ter um pivô de confirmação forte, ou seja, da onda principal. O fato é o seguinte: No dia 21 de Maio de 2008, depois do fechamento do pregão, foi liberado uma nota sobre a intenção de compra do banco Nossa Caixa pelo o banco do Brasil. Como era de se esperar, o dia seguinte foi de euforia e abriu-se em GAP o ativo. O interessante é que abriu na região de 261,8% de Fibonacci, e depois da confirmação da compra efetivamente, o ativo chegou a bater a projeção de 423,6% de Fibonacci.

KLBN4 - Klabin S/A PN - Diário
No gráfico acima da Klabin S/A., do dia 17 de Julho de 2007, tem-se em 1 o topo e o início do movimento baixista. Em 2 tem-se uma pausa do movimento de baixa e uma retomada da alta, uma correção que durou até o ponto 3, onde se caracterizou um pivô de baixa, e assim tendo continuação do movimento de baixa, até atingir a região de 138,2% de expansão de Fibonacci.

BTOW3 - B2w Varejo On – Diário
 
No gráfico acima da B2w, do dia 05 de Março de 2008, tem-se em 1 o topo, em 2 o fim ou a pausa do movimento de baixa, e em 3 a caracterização de um pivô de baixa. O ativo retomou a o movimento baixista, respeitando assim a média móvel de 25 exponencial, marcado em amarelo tracejado no gráfico e buscou a região de 150% de Fibonacci.

 Caso queira saber mais sobre Fibonacci, acompanhe esses outros post?


Fibonacci Fan ou Ventilador de Fibonacci

A ferramenta Fibonacci Fan ou ventilador de Fibonacci é uma técnica que alia a geometria na análise técnica.
Primeiramente se une dois pontos, fundos ou topos, normalmente uma onda de Elliott. Daí se tem no eixo Y a variação de preços e no eixo X a variação no tempo. Então se pode desenhar um triângulo, com preço (Y), tempo (X) e o cumprimento da onda (hipotenusa).
Desse triângulo, se tira a área correspondente aos níveis de Fibonacci, como 38,2% e 61,%. O nível de 50% por convenção se desenha também pois é uma boa referência.

USD/JPY - Dólar/Yene Japonês - Diário.
No gráfico acima, tem-se a cross Dólar frente ao Yene Japonês. No dia 11 de Maio de 2008 teve-se um fundo e no dia 16 de Junho de 2008 o topo. Com isso foi traçado a linha, unindo os dois pontos, como se fosse uma onda de Elliott, e os níveis de Fibonacci.

Percebe-se que o a região de 38,2% atuou com um bom suporte. Depois da perda dessa região, o Yene valorizou-se frente ao Dólar até o patamar de 61,8%, que atuou como forte suporte. Teve-se um teste na resistência em 50% e logo o Yene pressionando o Dólar foi testar novamente a região de 61,8%, até que foi rompida, tendo início a mais uma fase de desvalorização do Dólar frente ao Yene.

Canal de Tendência de Fibonacci - Fibonacci Channel

Canal de tendência de Fibonacci ou Fibonacci Channel, é a aplicação dos níveis de Fibonacci sob o cumprimento do eixo vertical (preço) do canal de tendência.
Muitas vezes, tem-se uma pequena violação do canal de tendência e logo em seguida tem-se o recuo dos preços novamente para dentro do canal.
A idéia do canal de tendência é a de uma noção da tendência, e não algo totalmente rígido, milimetricamente medido. É sempre bom lembrar que na análise técnica, o trader trabalha com probabilidades e esperanças matemáticas.
IBOV - Índice Bovespa – Diário
No gráfico acima, tem-se o índice Bovespa trabalhando em um canal de tendência de baixa, do dia 19 de Maio de 2008 até o mês de Agosto de 2008. Em azul tem-se efetivamente o canal de tendência de baixa. Em verde tracejado, os níveis 38,2% e 61,8% de Fibonacci. Na banda superior, o primeiro tracejado corresponde ao nível de 38,2% e o segundo ao de 61,8% de Fibonacci. O mesmo se aplica para a banda inferior do canal de tendência de baixa.
Repara-se que na violação que se deu do canal de baixa, o índice foi buscar a região de 61,8% do canal. Trabalhou por algum período por ali e logo voltou para o canal principal. O oposto se deu no fim do mês de Agosto, onde o índice testou o nível de 38,2% com um candle Doji, depois recuou testando a própria banda superior do canal como suporte, para daí testar o nível de 61,8% do canal.
Essa técnica é mais utilizada para não cair em sinais falsos de fim de tendência e inverter a posição. Ou mais ainda, para conseguir excelentes pontos de entrada nos ativos.


quarta-feira, 30 de março de 2011

Tipos de gráficos: Candlestick, Barras e Linhas

O conceito por trás do gráfico seria o da representação dos movimentos dos preços de um ativo financeiro através do tempo. Dessa maneira, o gráfico das ações representa nada mais que o tempo e o preço. O gráfico representa todos os preços negociados no período analisado. 

Preço diário IBOVESPA calculado de julho de 2007 a fevereiro de 2008.

No gráfico acima, tem-se a formação de um gráfico diário, onde cada barra representa um dia inteiro de negociação das ações da Vale.

Escolhendo um gráfico diário, estaremos observando o comportamento do ativo no período de um dia. Se escolhêssemos 15 minutos como período de tempo, então entraríamos em um prazo de tempo mais curto, observando o ciclo mais imediato da ação. Olhando um gráfico mensal estaríamos observando o ciclo de longuíssimo prazo desta ação.

O gráfico em particular, que foi exposto está cotado em barras, mas temos vários outros tipos de gráficos que podem ser analisados também, como por exemplo:

1 – Gráfico em linha

 No gráfico de linha levam-se em conta apenas os preços de fechamento do pregão, ou seja, unem-se dois pontos de fechamento. Grande parte dos analistas de mercado que usa o gráfico de linha acredita que, os preços do fim do pregão são essenciais para o mercado e ditam a abertura do dia seguinte. Por conseguinte, o mais importante.

Exemplo de gráfico de linha.

2 – Gráfico de barras

 O gráfico de barras tem esse nome devido ao fato de que, em um gráfico diário, por um período de um dia de movimentacao do preço do ativo é representado por uma barra vertical. 

Abaixo observa-se que os a barra vertical possui algumas características, como a sinalização dos preços relativos ao preco de abertura, fechamento, máximo e mínimo do pregão.

Componentes do gráfico de barras

3 - Candelabro Japonês (Candlestick)

O gráfico de velas como é também chamado, foi o pai do gráfico de barra e se diferencia  exclusivamente por peculiaridades na apresentacao dos preços referenciais em um gráfico. De fato, sao parecidos com os gráficos de barras e o teu uso é mais um ponto de escolha da parte de quer for usar. 

O candlestick é fácil e nao é preciso efetuar qualquer cálculo. Cada vela (candelabro) tranveste-se de um período como uma hora, um dia, um mes, etc. de tal ativo. 

Exemplo de gráfico de candles.

Exemplo de gráfico de candles. Como se pode observar abaixo, no candelabro japonês temos o candle preenchido e o candle sem preenchimentos, onde o branco representa um movimento de alta, ou seja, onde o fechamento do período foi acima de seu preço de abertura, e o candle negro corresponde a um período de baixa, onde o fechamento do preço foi abaixo do preço de abertura do período correspondente. 


Candelabro Japonês (Candlestick)


Perfis e tipos de investidores - Investidor Técnico, Especulador e Gambler

Geralmente a utilização de gráficos está direcionada, ou atinge mais os investidores de curto prazo, ou seja, àqueles cujo propósito da aquisição de certo ativo não é motivado pelo fato de torná-lo sócio de certa empresa, mas sim, que retirar algum lucro da movimentação de seu ativo. 
Este investidor não permanece muito tempo posicionado, ele tende a ficar com seu ativo até o momento em que o gráfico o manda vender. Neste tipo de situação podemos ter operações que duram apenas alguns minutos e outras de dois ou três dias ou até semanas.
No mercado de capitais pode-se encontrar com muita frequência, três tipos de investidores: o investidor, o especulador e o jogador ou gambler. Com exceção do investidor, os outros se aproveitam da leitura gráfica para tomar suas decisões. 
1.1 Investidor: o investidor está interessado em ser sócio da empresa de que ele está comprando ações. Ele compra as ações pensando realmente em ser sócio da empresa, com o objetivo que essas ações façam parte de seu patrimônio. 
 O investidor utiliza como metodologia para tomar as suas decisões a análise fundamentalista. Essa metodologia utiliza a análise do balanço da empresa, a situação do mercado que a empresa atua para avaliar a possibilidade de crescimento da receita e do lucro respectivo em um período mais longo de tempo, geralmente medido em anos. Essa situação favorável deve fazer com que o preço das ações suba neste prazo maior. O investidor não se interessa nas movimentações de preço no curto prazo.  
1.2 Trader/Especulador: o trader está interessado em aproveitar as movimentações dos preços para auferir lucros em um prazo menor de tempo e não está interessado em ser sócio da empresa na qual ele compra as ações. 
 Na verdade, esse sujeito preocupa-se em entender o comportamento dos preços no mercado para fazer as suas compras e vendas nos momentos apropriados, sendo que essas operações podem durar de segundos até meses.
O especulador utiliza a análise técnica ou qualquer metodologia que facilite o entendimento das variações nos preços. 
 No nosso país, o especulador é visto como um sujeito malvado, responsável por todas as crises econômicas. Na verdade o especulador está na base de todo o sistema capitalista, pois é ele que assume os riscos maiores, dando em troca a liquidez necessária ao sistema. Sem o especulador, não existiria o interesse do investidor em comprar ações e capitalizar uma empresa, pois essas ações não seriam fáceis de serem transformadas em dinheiro. 
 Nenhum especulador tem a capacidade de produzir uma crise. No máximo, ele pode acelerá-la. De qualquer maneira, é importante notar que o trader não considera uma ação específica como parte de seu patrimônio. O investidor é o sujeito que compra um imóvel para alugar e ter o seu rendimento do investimento através do aluguel.  O especulador é o sujeito que compra o imóvel por achar que o preço está muito depreciado, para revendê-lo em seguida, auferindo um lucro.
1.3 Gambler: de 70 a 80% do mercado é formado por esse tipo de operador. É um sujeito que está no mercado para ser um jogador. Ele não trata o mercado de forma séria, e não tem nenhum tipo de metodologia. Na verdade, a metodologia utilizada por ele é o achismo”. 
 Ele compra um papel porque acha que vai subir. É o tipo de operador que perde consistentemente, mas não para de apostar até perder o último centavo do seu capital, pois acaba se viciando no mercado, que ele trata como um jogo de azar. Eventualmente ganha uma boa quantia, mas acaba entregando tudo o que ganhou de volta ao mercado em pouco tempo.
Como se pode perceber, a metodologia é um dos pontos chaves para se operar no mercado, e mesmo assim a grande maioria dos “investidores” insistem em usar como metodologia apenas suas previsões emocionais, o que geralmente os leva ao fracasso.
Como no mercado financeiro sempre é necessária que haja duas pontas, ou seja, uma vencedora e outra perdedora, esses tipos de investidores acabam sendo essenciais para o bom funcionamento do mercado de capitais e para sua liquidez, uma vez que o mercado de capitais é, necessariamente, um jogo de soma zero, ou seja, se você ganhou é porque alguém perdeu.

Médias Móveis

Médias móveis nada mais são do que o próprio nome indica: média dos preços de um determinado número de períodos que se deslocam no espaço/tempo. Tal deslocamento decorre do fato de que a todo instante há a entrada de novos preços, que seriam as novas negociações e consequentemente a saída dos preços mais velhos.

Sem dúvidas, a vantagem mais marcante das médias móveis é o amortecimento dos ruídos, discrepâncias, disparidades no gráfico dos preços, decorrendo dai o fato de facilitar a leitura do gráfico e a estimação das tendências.

As médias móveis certamente também possuem desvantagens, pois acompanha o gráfico de preços com algum atraso (delay). O que é frequente de ocorrer é que, o preço já reverteu, mas a média não, no entanto esse atraso pode ser minimizado com a diminuição do período da média móvel.

Utilização das médias móveis no gráfico.

 O cruzamento de duas médias móveis de períodos diferentes - normalmente uma de periodo longo e outra de período curto - pode ser utilizado como uma regra, sinal  de compra ou de venda.

Quando a média móvel de menor período cruzar a média móvel de maior período de baixo para cima  é um sinal de compra. O sinal de venda, analogamente, aparece quando a média móvel de menor período cruzar a média móvel de maior período de cima para baixo.

A regra de cruzamento de duas médias móveis, apesar de minimizar o problema de “falsos” cruzamentos, apresenta uma grande desvantagem que é o atraso dos próprios cruzamentos. A média móvel “anda” mais devagar que o preço e, por conseguinte, sinalizará a compra ou a venda com atraso, diminuindo a chance de embarcar no início da tendência.

Indicador Trix

Como um indicador de momentum o Trix tem sua formação baseada em médias móveis que procuram suavizar os dados. Este estudo foi desenvolvido por Jonh Hutson. Sua grande particularidade é que ele usa três médias móveis, as quais são aplicadas uma sobre a outra a fim de suavizar algumas discrepâncias desnecessárias. Desta forma o oscilador Trix pode ser usado como um oscilador de seguimento de tendência.
Freqüentemente o Trix é utilizado com o auxílio de mais uma média móvel de 4 períodos, para que se possa dar definições nos cruzamentos, ou seja, para que os momentos de compra e venda sejam definidos com mais clareza.
Como se pode verificar na figura abaixo, sempre que o Trix (linha azul) cruza a média móvel (linha vermelha), de baixo para cima, temos um ponto de compra, e quando o inverso acontece, ou seja, quando o Trix cruza a média móvel de cima para baixo temos um momento de venda. Desta forma, com o auxílio de mais alguns indicadores, pode-se definir os momentos exatos de entrada e saída de qualquer posição. 
Interpretação do indicador TRIX no gráfico de preços
O grande diferencial do Trix, é o fato dele possuir suas médias suavizadas, e por esse motivo, emite sinais mais consistentes para o investidor, ao contrário de outros indicadores que fornecem muitos sinais falsos ou sem consistência.